Páprica e crônica, picantes por favor! #ingredientedasemana

Oi famintos!

Em mais uma promessa de volta, tenho muitas novidades para vocês.

Agora toda semana, teremos um ingrediente digamos “incomum” no dia a dia, colocado junto do que geralmente temos na geladeira, no armário, esquecido na fruteira ou logo ali no mercado.

Assim como essa receita de hoje, a vida anda quente, cheia de novas perspectivas, como a minha sede por novos sabores, receitas e histórias. À cada dia, a inspiração toma novos rumos, assim como os projetos, incluindo o crônicas. Em breve, muitas, mas muitas novidades ainda virão por aqui.

Mas falando de coisa boa, deixa eu falar da páprica picante, o #ingredientedasemana.

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Esse condimento, inofensivo a primeira vista, e com cara de colorau, é originado à partir do pimentão doce, muito comum na América Latina e Central, principalmente no México. Ela é levemente picante, mas precisa ser usada cautela, ao contrário do que eu fiz! rá!

A receita que eu fiz pode ser parecer bonitinha assim na foto, mas é super comum e fácil de fazer. Mãos à obra.

Marinei dois bifes de lombo de porco com osso, o famoso carré, na seguinte mistura:

  • suco de duas laranjas;
  • três colheres de sopa de molho de soja;
  • uma pitada de canela;
  • um colher de café beeeeeem rasinha de páprica picante;
  • uma colher de sopa de mel;

Deixei marinando por umas 2h. Sempre digo que para a marinada não existem ingredientes padrão. Porém acho importante ter a presença sempre de algo cítrico, apimentado, doce, salgado e que possa envolver toda o corte de carne que você deseja utilizar.

Enquanto isso, peguei várias castanhas, nozes e amêndoas que tinha no armário. Sem quantidade de cada uma ou qualquer regra. Triturei no pilão mesmo, para ser meu acompanhamento. Fritei algumas (muitas) lâminas de alho na manteiga e juntei as castanhas, deixando quase ao ponto de torrar e depois juntei cebolinha congelada! Isso mesmo. A cebolinha congelada soltou água e hidratou a minha “farofa”, deixando uns grumos bem saborosos.

Bifes devidamente marinados, fogo neles. Cuidado para não os deixar mal passados. Reserve.

Cortei uma maça em meias luas, retirando as sementes e a casca e joguei na mesma panela onde fritei o suíno, junto com um pau de canela e um pouquinho de manteiga (mãe, liga para o cardiologista). Deixe dourar em fogo baixo, e quando estavão macias, acrescentei mais uma colher de mel e o quanto de páprica o paladar aguentava. Doce engano.

Junta tudo no prato para parecer restaurante bonitinho e ficou assim:

Ah, lembra daquele caldinho da marinada? Joguei na panela onde fritei os bifes e a maçã e deixei reduzir até virar um molho delicioso!

Para combinar com esse prato, arrisquei uma Biritis, cerveja tipo Viena Lager, bem refrescante e com um leve amargor na medida. Aprovada!

 

A trilha do dia é uma voz incrível:

 

Massa, mariscos e um retorno com estilo!

Aquela sensação de voltar ao seu lugar de origem, quase que ao berço, sabe?

Estava longe da cozinha por um tempo, mas com muitas idéias na cabeça e vontade e inspiração de sobra. Por sorte, no mesmo dia as compras da feira renderam camarões e lagostins fresquinhos.

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Essa receita foi inspirada numa panqueca que comi em um restaurante, de camarão com molho vermelho e eu estava ansioso para jogar tudo na panela. Eu usei:

  1. Fusilli (parafuso) para duas pessoas;
  2. Molho de pimentões assados (pronto ou caseiro);
  3. Tomates pelados;
  4. Alho, cebola, sal, cheiro verde e manteiga
  5. Camarão à vontade;
  6. Lagostins de acordo com a fome e a gula 🙂

Bom, com a massa já na água, precisava aprontar o molho e o acompanhamento. Então vamos por partes:

Para o molho, primeiro frite os camarões e reserve. Na mesma frigideira, frite uma cebola bem picadinha, alho, sal e pimenta do reino com azeite e um pouquinho de manteiga. Os pimentões assados nesse caso foram de um molho pronto italiano que ganhei de presente, mas super fáceis de fazer também. Basta assar alguns pimentões (utilizei vermelhos) e quando estiverem bem macios, basta processá-los e levar ao fogo com alho, azeite e acertando o sal. Pronto.

Acrescentei duas colheres bem generosas do molho de pimentões e uma lata de tomates pelados, acertando o sal e a pimenta. Deixe reduzir para que fique um molho bem espesso e rústico. Acrescente os camarões novamente e reserve.

Os lagostins são super fáceis e rápidos de fazer. Em uma vasilha misture manteiga em temperatura ambiente, alho amassado à gosto, ervas à sua preferência, pimenta do reino e sal. Com os lagostins cortados no comprimento (vide fotos), espalhe a mistura da manteiga por cima e leve ao forno à 250º e pré aquecido por cerca de 10 minutos. Não deixe muito tempo ou eles passarão do ponto.

Massa no molho, e acompanhamento por cima. Salpique salsa fresca bem picadinha e parmesão ralado 🙂

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Para acompanhar, sugiro essa Colomba Witbier, não filtrada. Importada de Córsega, localizada no Mar Mediterraneo de administração Francesa.

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Carreteiro de lombo e manga, feito com uma mão nas costas (literalmente)

Não sei se notaram, mas andávamos meio sumidos. Pois é. Um acidente com skate e 30 dias de molho com o braço direito imobilizado por conta de uma fratura próxima ao cotovelo.

Até que cozinhar não vinha sendo um problema até eu ter que cortar uma cebola. Impossível. Então resolvi ser solidário à todos os cozinheiros que passaram ou passarão por essa provação.

Eis minha receita de arroz carreteiro feito somente com o braço esquerdo! Ihuul! Além de ser muito prática, essa receita foi feita com sobras do almoço e garanto que pra vocês que não deixou nada à perder. Anota os ingredientes:

  • Arroz (cru, cozido, árboreo, integral, selvagem… dá pra usar tudo!)
  • Lombo de porco assado e desfiado
  • Fundo da assadeira da panela ou tabuleiro para fazer o caldo
  • Chutney de manga (pode ser substituído facilmente por um de cebola roxa ou até uma geléia de pimenta vermelha)
  • Cebolinha verde picada por outra pessoa (rsrs)
  • Alho e cebola desidratados
  • Uma dose de aguardente para flambar
  • Sal, azeite e manteiga

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Como disse antes, essa receita foi feita apenas com o braço esquerdo, pois o direito ainda estava imobilizado, então basicamente usei muita coisa pré pronta, como o chutney de manga. Pra quem não conhece, nem nunca viu mais gordo, clica aqui para uma ajudinha. Esse em especial, foi presente da minha mãe, comprado em Santa Teresa, aqui na nossa serra.

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Eu usei arroz comum, porém ainda cru e por isso eu precisava de um bom caldo para deixá-lo no ponto. Juntei água àquele fundo sensacional da assadeira do lombo e transferi para uma panela. Acrescentei umas ervas e deixei lá em fogo baixo, no mesmo processo de um risoto.

Com o arroz fritando na panela, coloquei a cachaça e flambei, e como não podia picar alho e cebola, então usei ambos secos. O resultado foi muito bom, porém não pode deixar fritar, pois queimam muito rápido e então já acrescentei o lombo desfiado, que estava super macio então foi fácil desfiá-lo só com o garfo.

Fui colocando o caldo pouco a pouco até chegar no ponto certo do arroz e aí acrescentei o chutney. Esse era bem picante, feito com manga verde, passas, gengibre e muita pimenta. Como gosto de pimenta, usei duas colheres de sopa. Apaguei o fogo e finalizei apenas com azeite, mas se você tiver um queijo meia cura, mineiro de preferência, recomendo muito!

Pra finalizar, uma cebolinha que já estava picada Smiley piscando

Trilha ótima do recesso…

Risoto funghi com filé alto e redução de malbec

Essa é uma daquelas receitas clássicas de qualquer restaurante que ofereça risotos no menu e sempre pensei em fazê-la em casa. Confesso que é mais simples que imaginei e o sabor é surpreendente. Encontrei um funghi seco no supermercado em um dia de compras para outra receita e guardei para usá-los nesse prato.

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O primeiro passo é hidratar os cogumelos, o que pode ser feito com água quente, caldo de legumes ou até o próprio vinho. Nesse caso, usei o caldo de legumes que utilizaria logo depois no risoto. Deixe lá por 20 minutos, retire os cogumelos e incorpore esse líquido novamente ao caldo para realçar ainda mais os sabores.

Na panela: azeite, manteiga e cebola. Assim que a cebola ficar transparente, junte o arroz e deixe fritar um pouco antes de acrescentar o vinho. Geralmente usa-se vinho branco, mas nesse dia resolvi usar um Malbec, pois queria um risoto mais escuro e harmonizado com um filé que ainda estava por vir.

Assim que o vinho evaporar, acrescente os cogumelos e comece a acrescentar o caldo, lembrando de mantê-lo sempre aquecido. Quando o arroz estiver al dente, coloque uma colher de manteiga e parmesão ralado na hora. Verifique o sal e acerte se preciso.

Esse risoto pede um bom filé alto e no ponto certo, bem rosado por dentro ou no meu caso, vermelho sangue… rs.

Um dos meus maiores desafios quando comecei a pilotar o fogão foi fazer várias coisas ao mesmo tempo. Risoto e o filé nesse caso, que são duas coisas que demandam atenção contínua. Porém é importante que os dois fiquem prontos quase juntos. Vamos lá.

Temperei o filé com sal defumado moído na hora e pimenta do reino e levei para grelhar. Por se tratar de um corte alto, precisei finalizá-lo uns minutos no forno, para chegar ao ponto correto. Na mesma frigideira, coloquei uma boa quantidade de vinho, ramos de sálvia e um pouco de mel e deixei reduzir pela metade.

Só montar esse prato lindo e comer Alegre

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Muito amor e receitas para impressionar no dia dos namorados

O amor está no ar!

Tempo de corações, ursinhos de pelúcia gigantes, presentes e jantares românticos. Espera aí…jantares românticos? Fez reserva naquele restaurante chiquetoso? Não!? Então larga mão dessa preguiça vai. Vem comigo nessa declaração de amor culinária que vai impressionar qualquer coração apaixonado e agarrar seu amor pelo estômago.

Acende aquelas velas que você guardou do apagão no passado, abre um vinho bacana que vou te dar umas dicas infalíveis!

Como um bom apaixonado, com os quatro pneus arriados, nada melhor do que unir isso meu amor pela cozinha nessa data. Para isso você vai precisar de bons ingredientes. Bons não, eu diria perfeitos. Em parceria com o empório Rua do Alecrim, o Crônicas de Fogão preparou pra vocês duas opções de prato sensacionais e uma sobremesa simples, deliciosa e extremamente perfumada.

Pra quem não conhece, Rua do Alecrim é um empório gourmet com venda on line e entrega para todo o país. Fica localizado em São Paulo, na Vila Mariana (R. França Pinto, 246, Casa 05 – 11 5087 8920) e possui nas suas prateleiras, o melhor da gastronomia, com produtos artesanais de diversas regiões do Brasil e do mundo, valorizando a cultura de cada lugar.

Para essa data especial, preparamos juntos um cardápio que mistura a regionalidade brasileira com toques de sofisticação internacional. Olha isso:

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Lá no site deles, você vai encontrar os principais ítens que utilizamos para esse menu. Foram eles:

Além desses produtos, eles prepararam vários kits para essa data especial e vocês podem conferir clicando aqui.

Agora, no que transformamos isso, vocês verão a seguir, sem mais mistério:

1 – Arroz negro na manteiga trufada com camarões flambados na cachaça

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Parace complicado mas é o mais simples de todos. Pra quem não conhece, o “trufado” dessa receita vêm do molho pronto que podemos encontrar lá no site, que é a Salsa Tartufada, diretamente da Itália. Trata-se de uma mistura de cogumelos, azeite extra virgem,  trufas, especiarias, pasta de anchova. É incrível!

Para a receita, utilizamos o Arroz Negro Orgânico da Paraíba, cozido em água e sal e escorrido ainda al dente. Na frigideira, coloque uma boa porção de manteiga e uma colher da Salsa Tartufada e salteie o arroz. Acerte o sal e pronto.

Para os camarões, temperei-os antes com limão, azeite, sal e pimenta do reino moídos na hora e numa frigideira bem quente, grelhei 1 minuto de cada lado. Agora cuidado na hora de flambar para não queimar os bigodes. Retire a frigideira do fogo, acrescente uma dose de aguardente e acenda. Volte para o fogo e espere o álcool evaporar. Já no prato, finalizei com o Azeite Grego Terra Creta, que possui um aroma inigualável e tons apimentados leves.

2 – Cuscuz marroquinho à moda do português com filé assado na mostarda agridoce

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Cuscuz marroquino foi uma grata descoberta. São grãos de sêmola, extremamente ricos em vitaminas e baixo teor glicêmico, sendo uma ótima alternativa ao arroz, além de ser de preparo muito fácil, pois só é preciso hidratá-lo por 1 minuto em água fervente. Nessa receita, para realçar o sabor, utilizei caldo de legumes.

À moda do português? Claro, porquê não? Tomates em cubinhos sem sementes, cebola roxa, azeitonas pretas fatiadas sem caroço e para incrementar a textura, torrei algumas Castanhas Portuguesas (marrons) e piquei grosseiramente na mistura. Temperei com sal, pimenta e um mix de ervas, além de uma boa porção do azeite.

Já o filé foi temperado e selado na frigideira antes de ir ao forno. É importante selá-lo bem. Com o forno já pré-aquecido, unte os filés com uma generosa camada da Mostarda Alemã Estilo Bavarian, que é bem agridoce. Nesse ponto acerte o sal da carne se necessário, para balancear o adocicado da mostarda. Devo dizer que o resultado é uma carne com sabor fascinante.

3 – Pana cotta com geléia de maracujá e canela

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Pra quem vai se declarar esse é o momento. Fala pra ela(e) que você passou horas na cozinha pra fazer um jantarzinho romântico e quando ela(e) achar que tava tudo lindo, que você é pra casar, apresenta essa belezoca aqui. Coisa mais simples. Mas fala o nome completo que é pra impressionar, ok?

O creme da Pana Cotta é moleza. 300 ml de creme de leite fresco, 300 ml de leite integral, 1 colher de chá de essência de baunilha, 125g de açúcar e gelatinha sem sabor. Se você for utilizar creme de leite comum, sugiro 400ml e apenas 200ml de leite comum.

Numa panela em fogo baixo, misture o creme de leite, o leite e o açúcar sem deixar ferver e enquanto isso, dissolva mais ou menos umas 7g da gelatina em pó sem sabor, (que dá um pouco mais da metade do saquinho pequeno) em duas colheres de água em temperatura ambiente. Acrescente a gelatinha na mistura e depois a baunilha.

Geralmente essa sobremesa é servida desenformada, mas eu preferi fazer de um jeito diferente, no copinho. Coloquei uma camada da Geléia de Maracujá com canela no fundo e o creme por cima. 12h de geladeira depois, eis essa maravilha. Eu recomendo colocar um pouco da polpa por cima, pois o azedinho fez toda a diferença.

Anotou tudo? Então se liga aí que é hora da revisão:

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Faltou a trilha né? Essa aqui não tem como errar:

Coração vermelho

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Café com especiarias e ovos mexidos especiais

A refeição mais importante do dia merece tanto carinho e dedicação quanto um almoço de domingo. Por falar em domingo, esse café da manhã é o meu preferido para manhãs dominicais, acordando a hora que quiser, sem despertador ou preocupações.

Vou contar pra vocês sobre a transformação. Como transformar isso:

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Nisso:

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Pois assim como na natureza, aqui na minha cozinha, tudo se transforma e quase nada se perde. Alegre

Como havia falado, esses ovos mexidos com pão tostadinho e café são minha refeição matinal favorita e por isso mesmo decidi me dedicar à melhorá-la. Para isso, nada melhor que ingredientes bons e umas pequenas mudanças.

Primeiro passo: torradas para o forno!

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Um pouco de manteiga e bastante parmesão ralado em cima desse pão desse pão integral e deixe no forno até ficar crocante e o queijo tostadinho.

Segundo passo: o café!

Sem mistério nessa parte. Usei as medidas de sempre – no meu caso, bem forte e pouco açúcar – e acrescentei ao pó de café, já no filtro, uma colher de café de canela e uma pitada de nóz moscada. Se você tiver, pode colocar um pouco de cúrcuma ou curry, mas bem pouquinho. Garanto que o sabor e o aroma vão te surpreender.

Terceiro passso: os ovos!

Eu usei ovos vermelhos caipiras, pois a coloração da gema e o sabor são muito mais intensos. E aqui nesse ponto mudei um pouco também e me surpreendi com o resultado.

Na frigideira com uma colher de manteiga em fogo baixo, quebrei os dois ovos e temperei com pimenta do reino moída na hora (branca e preta) e sal defumado moído na hora também. Eu estava louco para usar meus temperos novos!

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Quando os ovos começaram a fritar, acrescentei vários pedacinhos de requeijão (daquele de cortar) e continuei mexendo de leve (para não fazer pedaços muito pequenos), até o ponto que queria (não muito bem passados). O requeijão vai derretendo aos poucos e deixa os ovos com uma textura muito leve e cremosa.

Então, eis o resultado:

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Não esqueça do café!

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E nada melhor para acordar num final de semana do que essa trilha:

O maior, melhor e mais saboroso hamburger caseiro do mundo

Pode falar com a combinação de hamburger, batatas fritas e cerveja não encanta qualquer faminto, e faz tremer qualquer vegetariano?

Há tempos vinha querendo fazer uma receita de hamburger caseiro e pesquisei milhares de sites e receitas possíveis, quando finalmente me deparei com um que listava 3 regras básicas para o sucesso. São elas:

  1. Um bom hambuger começa por uma boa carne;
  2. Um bom hamburger tem que ter gordura;
  3. Um bom hamburger não se salga.

Pronto. Eis minha bíblia.

Somado à isso, e depois de muitos vídeos do Ogrostronomia para inspirar, parti para o desafio.

Escolhi um acém moído na hora, com cerca de 500g, e com pouco gordura, pois eu tinha outros planos para essa parte. Pois bem. Piquei meia cebola grande e triturei, na faca mesmo, mais ou menos a mesma quantidade de cebola, em BACON. Sim. Eis a prova:

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Não leva ovo, farinha de rosca, sopa de cebola em pó, nada disso. Apenas umas duas ou três colheres de molho inglês.

Após devidamente misturado, moldei as carnes de forma um tanto, errr… ogra:

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Cada monstruosidade dessa, ficou com cerca de 200g.

Antes de grelhar, é preciso deixar um tempinho na geladeira. Deixei por uma hora, cobertos com plástico filme e logo após mandei para a frigideira, temperando lá mesmo com sal e pimenta, um lado de cada vez.

É importante que sua frigideira ou grelha esteja bem quente, dourando bem cada um dos lados e como ele ficou bem alto, foi preciso terminar no forno, para que o centro também ficasse no ponto certo.

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Para acompanhar esse absurdo proteico, fiz 3 coisinhas básicas: mais bacon, umas batatinhas fritas bem sequinhas e um molho de cerveja preta que casou muito bem. Eis a receita:

  • 1 lata de cerveja preta;
  • 1 cubo de caldo de carne;
  • 1 colher de manteiga;
  • 1 colher de maizena.

Coloque a cerveja preta em uma panela, com o caldo de carne e a manteiga e deixe dissolver tudo e reduzir um pouco. Para acrescentar a maizena, é preciso reserva um pouco da cerveja e dissolvê-la antes, para não empelotar. O molho fica muito saboroso e espesso.

Já o bacon, fiz umas fatias finas, para deixá-lo bem crocante, e tostei um pouquinho o pão também.

Preparados? Ficou assim:

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Foco na suculencia da carne:

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Ah, não podemos esquecer do molho:

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Por dentro ficou assim ó:

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Além de comer cerveja, também gostamos de beber né? Então minha dica é essa Baden Baden Stout, com 7,5% de teor alcóolico e sabor amargo com notas de café torrado e espuma bem encorpada.

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Acha que acabou? Que tal um Danente Meio Amargo?

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Depois dessa maratona calórica, só uma corrida na praia, com essa trilha:

Matando a saudade com um Risoto de abóbora, sálvia e amêndoas

Oi gente 🙂 Também estava com saudades!

Deixa eu começar contando de uma das partes que eu amo antes da receita, que é a da compra dos ingredientes.

Meu plano era fazer um risoto de abóbora e um filé mignon e para isso, fui às compras. Havia algumas alterações que queria fazer nessa receita, desde a outra vez que havia feito e precisava muito encontrar sálvia, que é raro por aqui.

Então vamos ao pré-fogão, para 6 pessoas:

– 3 xícaras de arroz arbóreo;

– 1 pedaço de abóbora de mais ou menos 1/2 quilo;

– 2 cenouras médias (opcional);

– 6 à 8 folhas de sálvia fresca;

– 15 à 20 amêndoas picadas grosseiramente;

– 1 xícara de vinho branco seco;

– 2 litros de caldo de legumes;

– Parmesão ralado;

– Manteiga;

– Cebola, alho, sal, azeite e pimenta do reino à gosto.

Ufa!

Então vamos à parte mais importante da história:

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Azeite já na panela e cebolas dourando, acrescentei o alho amassado (cerca de 3 dentes grandes) e deixei dourar mais um pouco. Acrescentei a cenoura picada em cubinhos e deixei refogar um pouco e logo depois a abóbora cortada no mesmo tamanho e deixei um tempinho antes de entrar com o arroz. O ideal seria cozinhá-las um pouco antes, mas nesse dia eu tinha pressa e muita, mas muita fome!

Acrescentei o arroz e deixei fritar mais um pouco e logo depois o vinho, mexendo até evaporar. Feito isso, fui acrescentando o caldo aos poucos (recomendo o caldo feito em casa, mas na falta pode usar o artificial). Quando tudo estiver no seu devido ponto, acrescente a sálvia picadinha, o parmesão e logo depois a manteiga, desligue o fogo e sirva imediatamente!

Para acompanhar, fiz um filé grelhado, mas a pressa dispensou o molho… tsc.

Façam, pois fica uma delícia!

Cappelletti na manteiga de ervas e um feriado caseiro

Feriado em casa é sinônimo de que? Cozinha!

Então vai abrir todos os armários e a geladeira, junta tudo que dá pra combinar e manda pra panela.

Nesse feriado do dia do trabalho, o que imperou no meu fogão foi a Itália. Apresento à vocês o meu Cappelletti na manteiga de ervas e creme de leite.

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Relembrando o molho que fiz nessa receita aqui, pensei em somá-lo com uma outra coisa que estava querendo fazer, que era a manteiga de ervas.

Para o almoço improvisado, eu só tinha alecrim e manjericão frescos, então piquei tudo junto e com a manteiga molhinha em temperatura ambiente, misturei as ervas e mandei para a geladeira e só fui usar depois de umas 4 horas. O legal é fazer vários tipos, congelar e usar quando necessário.

Coincidentemente, minha mãe havia trazido para um cappelletti de Santa Teresa e ele foi a massa da vez. Depois de cozidos al dente, escorri a água e guardei uma xícara da água do cozimento.

Na frigideira: azeite e alho batido para não aparecer os pedaços. Quando já estava dourando, acrescentei a manteiga de ervas e deixei apurar um minutinho em fogo baixo para não queimar. Logo após, acrescentei a massa, duas colheres de creme de leite e um pouco da água do cozimento.

O perfume que ficou pela casa foi irresistível e mesmo sem uma câmera melhor para registrar esse momento, devo dizer que o sabor e o aroma desse prato compensaram tudo.

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Há quem diga que só a manteiga de ervas desse conta. Assim mesmo, só ela. E não duvido, tanto que voltarei a usá-la mais vezes Smiley piscando.

Um show para não perder nunca mais:

Aquela famosa costelinha ao barbecue

Para fãs de carne de porco como eu, ir ao Outback é enxergar apenas um ítem no menu. Aquela costelinha soltando do osso com um molho barbecue impecável, somado àquele purê de batatas e alho, ou ‘garlic mashed potatos’ para os chegados. Porém pra mim sempre faltou ali um gostinho de comida caseira.

Eis que resolvi me aventurar a fazer essa receita em casa. Apesar do preparo ser demorado, me surpreendi com a facilidade e devo confessar que o resultado é no mínimo incrível.

Então com vocês, minha ‘ribs on the barbie’:

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Vamos por partes.

E a mais importante delas é o preparo da carne, antes de ir ao forno. É preciso muito carinho nessa hora e uma peça linda como essa ajuda e muito.

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Temperei com sal e pimento à gosto, alho em fatias, alecrim, azeite e limão. Deixei a costela marinando no tempero por umas duas horas, mas recomendo deixar de um dia para o outro para que o tempero penetre melhor na carne.

Levei para o forno já aquecido à 180 graus coberto com papel alumínio e parti para o molho que era meu maior medo, pois achei 84.784² receitas completamente diferentes com ingredintes mais distintos possíveis, até ver uma que achei super simples, no site do Edu Guedes e vou copiar aqui para vocês:

4 colheres (sopa) de azeite de oliva
½ cebola ralada
½ xícara (chá) de molho de tomate
½ xícara (chá) de catchup
Sal a gosto
Pimenta-do-reino a gosto
Suco de ½ limão
1 colher (sobremesa) de vinagre
1 colher (sopa) de molho inglês
1 colher (sopa) de mostarda
3 colheres (sopa) de mel

Modo de fazer:
– Aqueça o azeite em uma panela e refogue a cebola.
– Acrescente o molho de tomate, o catchup, o sal, a pimenta-do-reino e deixe apurar por 5 minutos no fogo baixo.
– Em seguida, acrescente o suco de limão, o vinagre, o molho inglês, a mostarda, misture e deixe no fogo baixo por mais 5 minutos.
– Por fim, acrescente o mel e misture até que fique homogêneo.

Resultado:

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Ficou perfeito!

Ah, um detalhe que não contei. Junto com a costelhinha, coloquei duas cabeças de alho para assar junto, para poder fazer o purê.

Depois de mais ou menos uma hora, retirei o alho e voltei com a costela para o forno que demorou mais uma 1h. Após esse tempo e já a costelinha beeeeeeem macia, pincelei uma camada de molho sobre ela e voltei para o forno para dourar.

Para o purê, usei 4 batatas cozidas até ficarem bem macias. Na frigideira, coloquei o alho, que já era quase um purê depois de retirá-lo da casca, e as batatas já amassadas. Adicionei queijo ralado, sal e duas colheres de creme de leite. Ele fica bem firme e um sabor bem puxado no alho. Delícia!

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Mais uma pra matar de fome:

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A última, prometo. Com direito à close:

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Música do almoço: