História curtinha e petisco de tomate seco

O final de semana chegou e a vontade de uma cerveja e um petisco é maior do que o cansaço acumulado da semana.

A história (ou receita) de hoje é rápida, prática e quase gourmet. Ótima para impressionar inclusive Smiley piscando

Bruschetinha de tomate seco e mozzarella de búfala. Mais nada amizade.

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Corta bonitinho, monta com carinho e manda pro forno ate o queijo derreter.

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Nossas modelos de outro ângulo:

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E elas ficam assim…

O queijo derreteu mas ficou bem firme ali, e o pão bem torradinho.

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E se você ainda tem um pouco do pesto de hortelã da nossa última receita, a combinação ficou SENSACIONAL com essa belezoca de petisco (ou entrada).

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Pra acompanhar, que tal uma 1795 Czech Lager?

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Dá o play e parte pro final de semana:

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Nhoque de abóbora com camarões e um blog de cara nova

Era uma vez um cozinheiro de final de semana que montou um blog e viu seu sonho crescer.

Bem vindos ao novo Crônicas de Fogão. Os poucos metros quadrados da minha cozinha, não se comparam ao tamanho da paixão pela culinária, ainda amadora.

Semana passada, durante minhas leituras em blogs e sites de gastronomina, li sobe um nhoque de abóbora com camarões e fiquei fascinado em repetir o feito. Pensei em como mudar um pouco e tentar inová-la e troquei o molho sugerido por um pesto de hortelã que eu também estava doido para experimentar. Pois bem. Compras feitas e mão na massa.

O primeiro passo foi assar a abóbora até ficar bem molinha.

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Abóbora no forno, parti para o pesto, pois queria deixá-lo descansando um tempo antes de usar para aguçar mais os sabores.

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Utilizei castanha do pará dessa vez…

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Então relembrando: hortelã, alho, castanha e muito azeite (preferi não colocar parmesão pra deixar um pouco mais suave no sabor).

Temperei os camarões com sal, pimenta do reino, limão e azeite e reservei para grelhá-los por último.

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Seguindo a receita que havia encontrado, amassei bem a abóbora e fui acrescentando a farinha de trigo aos poucos até chegar no ponto de enrolar. Fiz os rolinhos e já com a água fervendo comecei a cozinhar.

Depois de tudo já cozido, dei uma salteada na manteiga e já fora do fogo, acrescentei o pesto (não gosto dele quente). Ficou lindo Alegre

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Pra acompanhar, nada melhor do que uma boa Leffe Blond e uma boa música!

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Comida de boteco reinventada

Tirem as crianças da sala! Imagens fortes à seguir.

Bem há tempo do almoço, pergunto à vocês: o que você faria com meio quilo de aipim, bacon e um lombinho de porco? Meu primeiro pensamento foi fritar tudo e fazer um tira gosto digno do melhor boteco da cidade. Mas dessa vez, o lado negro da força perdeu e preferi fazer uma bela ‘confort food’, digna de vó e que renderam umas fotos de matar qualquer um de fome. Me segue…

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Diz aqui pra mim se essa imagem não faz o coração parar de bater por uns segundos.

Agora que tenho a atenção e a fome de vocês, vamos à história desse prato.

Nesse mesmo dia, andei lendo sobre culinária alemã e lembrando de um joelho de porco com chucrute que havia comido e que desmanchava na boca de tão macio. Quando vi quais ingredientes eu tinha para o almoço (além dos que eu falei lá em cima, eu também tinha repolho roxo), pensei em fazer um prato com influências alemãs e botequeiras para o almoço e o resultado foi lindo.

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Lombinho de porco grelhado, repolho roxo e creme de aipim. O bacon (ou a cereja do bolo) foi só pra dar um toque bonito/gordinho.

O lombinho não têm segredo. Temperei com sal, pimenta do reino, limão e azeite. Já o creme de aipim, dá um poquinho mais de trabalho, mas nada que o resultado não compense. Cozinhei os pedaços de mandioca em água e sal e depois bati no liquidificador com um pouco da água do cozimento. Em uma panela dourei um dente de alho amassado com azeite e manteiga, juntei o creme e também adicionei um bom punhado de queijo parmesão ralado e um pouco de creme de leite.

Inspirado pelo chucrute alemão, resolvi também refogar umas tiras de repolho roxo com um pouco de alho, azeite, uma pitada de açúcar, sal e umas gotinhas de vinagre e ficou sensacional!

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E agora um close pra não ter dúvida da belezura desse prato:

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Muitas pessoas têm me perguntado se as fotos do blog são da internet ou eu mesmo tiro todas elas. Sim gente, todas as fotos são minhas, com um toquezinho de cor e cuidado apenas. Essa receita inclusive contou com a ajuda de uma amiga por trás da câmera, pois eu estava comandando duas receitas ao mesmo tempo. Em breve poderão ver a outra Smiley piscando.

Trilha do almoço:

Salmão, salada e agradecimentos

Desde o início do ‘Crônicas’, sempre deixei claro que esse projeto não é um espaço para receitas apenas, e que apesar de em alguns casos eu ser mais didático e explicar o passo a passo e medidas de um prato, eu tô aqui pra compartilhar com vocês a minha relação com o fogão, a cozinha e a mistura de ingredientes e pessoas que essa paixão me proporciona.

As influências, experiências, inspirações e também os estudos, nos levam pra onde o coração aponta e nesse momento as idéias brotam aos milhares e as coisas fluem mais naturalmente do que sempre imaginara.

O post de hoje é homenagem a todo mundo que vem apoiando o projeto, com críticas, elogios, compartilhamentos, pedidos de receitas e de almoços. Obrigado à todos!

Então vamos ao que interessa, porque o que gostamos mesmo é de comer, certo? Pois bem. O prato de hoje é bem completo, com direito a aproveitamento das sobras de uma forma super saudável.

Salmão grelhado com redução de shoyu e mel, acompanhado por uma salada de alface roxa, agrião, tomate (rico), champignon, manga, crouton integral e ricota. Quer mais saudável e saboroso do que isso?

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Detalhe importante: faltou a foto da redução né cozinheiro/fotógrafo? Faltou. Mas é simples. Anota aí: 1 xícara de molho shoyu e duas colheres de mel. Mistura bem para dissolver o mel e depois leva para o fogo baixo até reduzir à metade mais ou menos. Pronto.

A própria descrição desse prato é sua receita, pois é tudo muito simples. O salmão foi temperado minutos antes com sal, pimenta do reino e limão e depois grelhado com pouquíssimo azeite numa frigideira antiaderente, lembrando de colocar a parte da pele primeiro. E a salada é só lavar tudo muito bem, cortar e montar. Agora come!

Sobrou? Então me segue.

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Eis que na geladeira tinha um recém comprado Rap10 integral (pode usar pão árabe, pizza de frigideira, ou algo semelhante) e a combinação da salada, com o salmão semi triturado deram um belo lanche da tarde.

É isso. Em breve teremos mais novidades e melhorias no blog.

Trilha para essa receita:

Chuva e rapidinha de abóbora

Dia chuvoso assim, merece uma receita rapidinha. Então descasca uma abóbora aí, corta em cubos e coloca pra cozinhar com sal, ok?

Joga no liquidificador com um pouco da água do cozimento e bate. Refogou cebola e alho (e quem sabe um bacon)? Então refoga, acrescenta a abóbora batida, acerta o sal, põe uma couve picadinha e vai ver novela debaixo do edredon, vai.

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Já que vai ter edredon e caldinho de abóbora, hoje não tem trilha, mas tem trailer:

Vale à pena assistir.

Da costelinha de porco ao ovo perfeito

Ovo perfeito? Tá loco? Juro procê.

Lendo o DigaMaria esses dias, me deparei com uma receita que me despertou muito apetite e vontade de fazê-la em casa. Na verdade é uma soma de duas receitas.

Essas duas receitas me encantaram muito e devo confessar que a tabela para o cozimento do ovo e a escolha do ponto funciona (vejam nos links do DigaMaria)!

Em mais uma noite ociosa em casa e com a inspiração à mil, decidi testar tudo para poder fazer outro dia com perfeição. Pois então, juntei todos os ingredientes e parei. Parei pois a fome já estava falando alto. Então resolvi fazer um petisco antes para me acompanhar no processo da outra receita.

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Achei uma costelinha de porco na geladeira, que havia sido feita no dia anterior e resolvi dar uma incrementada com um molho agridoce. Cortei uma cebola em rodelas e fritei no azeite e quando estavam transparentes juntei a costelinha e mais: pimenta do reino, nóz moscada e uma pitada de canela (sim, canela), e pimenta tabasco (eu tinha a Garlic, mas podem usar qualquer uma, dependendo de quão picante quiserem). Logo depois, coloquei uma colher de ketchup e uma de mel. As medidas podem variar muito, mas como eu não estava seguindo receita, ficou muito bom. Pra acompanhar, fiz umas torradinhas de pão integral e uma mostarda escura que também encontrei na geladeira.

Feito isso, mais uma gelada no copo, parti para o prato principal, que ainda era um teste da minha capacidade de seguir receitas e tabelas de tempo de cozimento.

Dica: Nomade Scotch Ale. Uma chilena bem encorpada que ganhei da namorada Smiley piscando.

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A receita completinha vocês podem ver nos links lá em cima, mas no meu caso, usei um capellini integral e o ovo cozido com gema mole da segunda receita.

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As medidas de manteiga, creme de leite e a xícara de água do cozimento fazem toda a diferença no resultado final, então sigam!

Quanto aos testes, realmente foram úteis. Entre alguns erros de execução, vou contar só que quebrei um ovo dentro da água, soltando ele com medo de me queimar. Ok né.

Aquela trilha:

Weep for yourself, my man,
You’ll never be what is in your heart
Weep little lion man,
You’re not as brave as you were at the start
Rate yourself and rake yourself,
Take all the courage you have left
Wasted on fixing all the problems that you made in your own head

Tomate pra que te quero!

Em tempos onde o tomate tá mais caro que filé, essa receita tá valendo ouro!

Antes da super alta do nosso querido tomate, fiz essa receita onde mais uma vez a entrada virou prato principal. E em homenagem à chegada da sexta-feira pré-feriado, nada melhor que uma cerveja das boas e uma receita prática. pois até mesmo quem ama cozinhar, merece um descanso.

Primeiro passo: abra a cerveja.

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Colorado Indica – India Pale Ale

Agora a parte rica: os tomates!

Nesse dia usei um recheio de 3 queijos, no melhor estilo “pega o que tem na geladeira” e ficou ótimo. Após cortar a tampinha do tomate e retirar o miolo, temperei o interior com sal e pimenta do reino e coloquei creamcheese, muçarela e gorgonzola, intercalando cada um deles com folhinhas de manjericão, alecrim e uns pedacinhos de peito de peru defumado.

A cereja do bolo, pra finalizar:

Manda pro forno pra gratinar e pronto! Só comer Alegre

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Trilha de hoje que descobri e perdi no Lollapalooza:

Yes, nós temos bananas!

Depois de entradas, pratos principais e cervejas, acho que assim como eu, você vai sentir vontade de comer aquele docinho, ou meia caixa de bombons quem sabe (haha). Até já havia sido intimado por alguns amigos para que postasse aqui umas receitas de sobremesa. Seu pedido deu eco, meu amigo. Anota aí duas receitas. Rá!

Como grande parte das coisas que faço no fogão, esse doce aqui é uma soma do que eu aprendi com vovó e minha mãe mais um punhado de improviso. Essa é uma daquelas que cresci comendo, pois Vovó Tereza nunca deixou faltar doce de banana.

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Porém, devo confessar que fugi bastante da original da Vó e coloquei além de canela, raspas de limão siciliano, que pro meu gosto, sempre dão um sabor muito bom. Então excepcionalmente, vamos às medidas:

  • 4 bananas bem maduras (eu usei prata, mas pode ser nanica)
  • 4 colheres de sopa de açúcar (ou 2 de adoçante culinário)
  • 1 canela em pau
  • Raspas de 1 limão siciliano
  • 1 pitada de sal
  • Um pouquinho de água

Tudo pra panela e mexendo sempre. A água você deve ir colocando aos poucos, evitando que o doce grude na panela. Eu prefiro esse doce mais “cru”, com a banana ainda em pedaços (ele fica num tom marrom claro) que inclusive acho mais adequado pra aproveitar na segunda receita: a panqueca de banana!

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Nunca tinha feito panqueca sozinho, pois vovó sempre me encarregava de fritá-las e ela cuidava da massa. Além disso, as banana pancakes eram pra promessa pra namorada. Então fomos os dois pra cozinha. A receita é fácil. Só lembrar que é tudo 1:

  • 1 ovo
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 copo de leite
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1 pitada de sal

Tudo no liquidificador e manda pra frigideira. É nessa hora que o filho chora e a mãe não vê. Anota aí: as primeiras vão dar errado, com certeza. Mas aí você pega o jeito de espalhar a massa direitinho na frigideira antiaderente e a hora certa de virar e vai ficar tudo bem. Enrola as danadinhas com o recheio de doce de banana, bola de sorvete do lado e seja feliz.

Trilha da vez, mais que indicada:

Tomates marinados e tudo mais

Como já puderam perceber, sou um carnínovo praticante. Porém, devo admitir sem medo, que sou um vegetariano simpatizante. Sempre que posso, almoço em um restaurante natural que fica próximo ao trabalho, ali atrás da Rua Sete, no Centrão. Sem sentir falta de um belo pedaço de carne, você pode encontrar uma boa variedade de saladas e vegetais, além de outras delícias, que acredito eu, para compensar a falta de proteína animal, são bem criativas e com um tempero bem na medida.

E falando em comida vegetariana, vou contar a história de uma salada das boas, que apesar de ter usado umas lascas de peito de frango quando fiz, ele pode ser eliminado sem perder nada nessa salada super gostosa.

Na noite anterior, lendo alguns blogs de culinária, me deparei com uma receita de tomates marinados e acabei fazendo pra poder usá-los no almoço do dia seguinte.

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Deixei os tomates cortados em 4, imersos em azeite, com umas gotas de shoyu, uns dentes de alho e as ervas que eu tinha a mão: alecrim, louro e manjericão. No outro dia, os sabores e o perfume dessa mistura estavam incomparáveis.

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Feito isso, tratei de preparar umas folhas: alface roxa, alface americana e rúcula. Juntei mais algumas folinhas de manjericão, hortelã fresca, pedaços do tomate marinado e percebi que precisava de algo crocante pra melhorar a textura. Não tinha croutons mas descobri um aipim dos mais macios, que minha mãe já havia cozinhado em água e sal. Fiz umas lascas bem finas, fritei em óleo bem quente (é muito rápido, cuidado pra não queimar) e adicionei à salada, junto com umas tirinhas de pimenta dedo de moça que havia achado na geladeira.

Reguei com o azeite que havia marinado o tomate e se me lembro bem, nem precisei de sal (para o meu gosto).

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Não sei se perceberam, mas esse blog (tenho uma estranheza em chamar assim), não é sobre comidas ou receitas. É sim sobre pessoas, histórias de beira do fogão, mesa, sofá, rua…

Maior que minha paixão pelo fogão, é minha fascinação pelas pessoas.

‘Cause I’m a better man
Moving on to better things’

Big Fish e outras sobras

Sempre que assisto Big Fish, inevitavelmente penso muito no meu pai, por razões óbvias pra quem viu o filme e principalmente pra quem conhece meu pai. Posso dizer que é um dos poucos homens que conheço que pode falar com conhecimento de sobre quase tudo.

Hoje enquanto almoçávamos, ele me contava sobre a época em que trabalhou embarcado, e além de outras funções, era responsável pela cozinha do barco rebocador. Alimentar 6 marmanjos, com muito pão, batata, improvisação e criatividade, em meio a madrugadas e tempestades. São inúmeras histórias de navios húngaros, filipinos, japoneses e vez ou outra um italiano mais amistoso.

Nosso almoço foi um bacalhau assado com batatas, cebola, alho, azeitonas pretas e muito, mas muito azeite. Maravilhoso, como eu esperava e como ele já havia anunciado, afirmando que a receita merecia ir para o blog. Como de costume, trouxe uma marmitinha pra casa, garantindo a sobrevivência noturna.

Assim como meu pai na cozinha do barco, fiquei olhando para o bacalhau e mais alguns outros ingredientes que encontrei na dispensa, pensando em como poderia somar tudo aquilo e criar algo ainda melhor. Eis que surge essa receita, bem a tempo de aproveitar aquele bacalhau que sobrou da semana santa:

Risto de bacalhau, açafrão e limão siciliano.

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Como o bacalhau já estava pronto, bastou me concentrar nos outros ingredientes. Juntei o açafrão ao caldo de legumes já fervendo e reservei. Em outra panela, aqueci o azeite, um pouquinho de cebola (usei pouca, pois o bacalhau já tinha bastante) e logo depois o arroz arbóreo. Acrescentei o vinho branco e quando o arroz já havia absorvido bem o vinho, adicionei o tal bacalhau, com tudo que ele trazia junto e logo depois fui adicionando o caldo aos poucos e mexendo sempre.

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Pouco antes do arroz chegar ao ponto, coloquei as raspas de um limão siciliano grande e metade do suco. Quando o arroz chegou ao ponto de ‘al dente’, entrou a manteiga, que faz toda diferença, tanto no sabor, quanto na consistência do risoto.

Assim como o mérito da receita é do meu pai e seu bacalhau, ele também carrega uma parte da culpa pela minha paixão pela cozinha.

Obrigado por sempre me ensinar, meu velho!