Carreteiro de lombo e manga, feito com uma mão nas costas (literalmente)

Não sei se notaram, mas andávamos meio sumidos. Pois é. Um acidente com skate e 30 dias de molho com o braço direito imobilizado por conta de uma fratura próxima ao cotovelo.

Até que cozinhar não vinha sendo um problema até eu ter que cortar uma cebola. Impossível. Então resolvi ser solidário à todos os cozinheiros que passaram ou passarão por essa provação.

Eis minha receita de arroz carreteiro feito somente com o braço esquerdo! Ihuul! Além de ser muito prática, essa receita foi feita com sobras do almoço e garanto que pra vocês que não deixou nada à perder. Anota os ingredientes:

  • Arroz (cru, cozido, árboreo, integral, selvagem… dá pra usar tudo!)
  • Lombo de porco assado e desfiado
  • Fundo da assadeira da panela ou tabuleiro para fazer o caldo
  • Chutney de manga (pode ser substituído facilmente por um de cebola roxa ou até uma geléia de pimenta vermelha)
  • Cebolinha verde picada por outra pessoa (rsrs)
  • Alho e cebola desidratados
  • Uma dose de aguardente para flambar
  • Sal, azeite e manteiga

IMG_20130712_194917_506_

Como disse antes, essa receita foi feita apenas com o braço esquerdo, pois o direito ainda estava imobilizado, então basicamente usei muita coisa pré pronta, como o chutney de manga. Pra quem não conhece, nem nunca viu mais gordo, clica aqui para uma ajudinha. Esse em especial, foi presente da minha mãe, comprado em Santa Teresa, aqui na nossa serra.

IMG_20130712_193135_259

Eu usei arroz comum, porém ainda cru e por isso eu precisava de um bom caldo para deixá-lo no ponto. Juntei água àquele fundo sensacional da assadeira do lombo e transferi para uma panela. Acrescentei umas ervas e deixei lá em fogo baixo, no mesmo processo de um risoto.

Com o arroz fritando na panela, coloquei a cachaça e flambei, e como não podia picar alho e cebola, então usei ambos secos. O resultado foi muito bom, porém não pode deixar fritar, pois queimam muito rápido e então já acrescentei o lombo desfiado, que estava super macio então foi fácil desfiá-lo só com o garfo.

Fui colocando o caldo pouco a pouco até chegar no ponto certo do arroz e aí acrescentei o chutney. Esse era bem picante, feito com manga verde, passas, gengibre e muita pimenta. Como gosto de pimenta, usei duas colheres de sopa. Apaguei o fogo e finalizei apenas com azeite, mas se você tiver um queijo meia cura, mineiro de preferência, recomendo muito!

Pra finalizar, uma cebolinha que já estava picada Smiley piscando

Trilha ótima do recesso…

Anúncios

A semana é santa e o fogão é sagrado.

Morar no Espírito Santo, principalmente na Grande Vitória, é conviver em meio à moquecas, panelas de barro e tortas capixabas. Posso dizer que gosto muito da culinária local e por diversas vezes troquei um bom bife pelo peixe nosso cada dia. Porém, muita gente não é chegada nessas delícias ou volta e meia aparece um com alergia à mariscos (tenho muita pena dessas almas).

Coincidentemente, há um tempo atrás enquanto fazia uma dieta pra controlar uma pequena gastrite, acabei fazendo esse prato, que é simples demais e pra mim na época era uma nova forma de comer legumes, porque devo confessar que não aguentava mais cenoura, brócolis e peito de frango. Eis que surge esse arroz com tilápia grelhada e pesto de coentro, abobrinha refogada com limão e pimenta e purê de cenoura com manjericão fresco. Coisa linda!

Sem título

Juro pra vocês que esse foi totalmente no improviso, principalmente o purê de cenoura, que eu não fazia a mínima idéia de como fazer e nunca tinha ouvido falar. No melhor estilo Vó Tereza, fui no instinto sem receita e deu tudo certo! Sigam-me os bons…

Para o purê de cenoura, conzinhei em água e um pouquinho de sal a cenoura em pedaços pequenos e deixei ficarem bem macios pra facilitar. Coloquei os pedaços no liquidificador (pra facilitar, coloquei um pouquinho da água do cozimento na hora de bater) e na panela fritei alho bem amassado com manteiga e azeite e juntei a cenoura e manjericão picadinho. Pra ficar cremoso, usei um pouco de creme de leite.

Já a abobrinha, é bem mais simples. Ralada no lado mais grosso do ralador, mandei pra panela quente já com azeite, e fui temperando ali mesmo, com sal, pimenta do reino, umas gotinhas de malagueta e um pouco de suco de limão.

O pesto é um do molhos mais versáteis que já fiz e serve pra carnes, massas e várias outras coisas. Nesse caso, como queria incrementar o peixe grelhado, e sendo um capixaba que adora coentro, fiz um com mais ou menos 70% de coentro e 30% de manjericão, além do azeite, uns pedacinhos de alho, castanha do pará bem picadinha e parmesão ralado. Juntei tudo isso no socador de alho e fiz ali na mão mesmo, bem rústico.

Ando pensando pra onde vai essa paixão pelo fogão vai caminhar…

E aquela trilha capixaba pra harmonizar: