Massa, mariscos e um retorno com estilo!

Aquela sensação de voltar ao seu lugar de origem, quase que ao berço, sabe?

Estava longe da cozinha por um tempo, mas com muitas idéias na cabeça e vontade e inspiração de sobra. Por sorte, no mesmo dia as compras da feira renderam camarões e lagostins fresquinhos.

IMG-20131103-WA0016

Essa receita foi inspirada numa panqueca que comi em um restaurante, de camarão com molho vermelho e eu estava ansioso para jogar tudo na panela. Eu usei:

  1. Fusilli (parafuso) para duas pessoas;
  2. Molho de pimentões assados (pronto ou caseiro);
  3. Tomates pelados;
  4. Alho, cebola, sal, cheiro verde e manteiga
  5. Camarão à vontade;
  6. Lagostins de acordo com a fome e a gula 🙂

Bom, com a massa já na água, precisava aprontar o molho e o acompanhamento. Então vamos por partes:

Para o molho, primeiro frite os camarões e reserve. Na mesma frigideira, frite uma cebola bem picadinha, alho, sal e pimenta do reino com azeite e um pouquinho de manteiga. Os pimentões assados nesse caso foram de um molho pronto italiano que ganhei de presente, mas super fáceis de fazer também. Basta assar alguns pimentões (utilizei vermelhos) e quando estiverem bem macios, basta processá-los e levar ao fogo com alho, azeite e acertando o sal. Pronto.

Acrescentei duas colheres bem generosas do molho de pimentões e uma lata de tomates pelados, acertando o sal e a pimenta. Deixe reduzir para que fique um molho bem espesso e rústico. Acrescente os camarões novamente e reserve.

Os lagostins são super fáceis e rápidos de fazer. Em uma vasilha misture manteiga em temperatura ambiente, alho amassado à gosto, ervas à sua preferência, pimenta do reino e sal. Com os lagostins cortados no comprimento (vide fotos), espalhe a mistura da manteiga por cima e leve ao forno à 250º e pré aquecido por cerca de 10 minutos. Não deixe muito tempo ou eles passarão do ponto.

Massa no molho, e acompanhamento por cima. Salpique salsa fresca bem picadinha e parmesão ralado 🙂

IMG-20131103-WA0011

Para acompanhar, sugiro essa Colomba Witbier, não filtrada. Importada de Córsega, localizada no Mar Mediterraneo de administração Francesa.

IMG-20131103-WA0010_

Anúncios

Muito amor e receitas para impressionar no dia dos namorados

O amor está no ar!

Tempo de corações, ursinhos de pelúcia gigantes, presentes e jantares românticos. Espera aí…jantares românticos? Fez reserva naquele restaurante chiquetoso? Não!? Então larga mão dessa preguiça vai. Vem comigo nessa declaração de amor culinária que vai impressionar qualquer coração apaixonado e agarrar seu amor pelo estômago.

Acende aquelas velas que você guardou do apagão no passado, abre um vinho bacana que vou te dar umas dicas infalíveis!

Como um bom apaixonado, com os quatro pneus arriados, nada melhor do que unir isso meu amor pela cozinha nessa data. Para isso você vai precisar de bons ingredientes. Bons não, eu diria perfeitos. Em parceria com o empório Rua do Alecrim, o Crônicas de Fogão preparou pra vocês duas opções de prato sensacionais e uma sobremesa simples, deliciosa e extremamente perfumada.

Pra quem não conhece, Rua do Alecrim é um empório gourmet com venda on line e entrega para todo o país. Fica localizado em São Paulo, na Vila Mariana (R. França Pinto, 246, Casa 05 – 11 5087 8920) e possui nas suas prateleiras, o melhor da gastronomia, com produtos artesanais de diversas regiões do Brasil e do mundo, valorizando a cultura de cada lugar.

Para essa data especial, preparamos juntos um cardápio que mistura a regionalidade brasileira com toques de sofisticação internacional. Olha isso:

montagem

Lá no site deles, você vai encontrar os principais ítens que utilizamos para esse menu. Foram eles:

Além desses produtos, eles prepararam vários kits para essa data especial e vocês podem conferir clicando aqui.

Agora, no que transformamos isso, vocês verão a seguir, sem mais mistério:

1 – Arroz negro na manteiga trufada com camarões flambados na cachaça

DSC_7670 copy

Parace complicado mas é o mais simples de todos. Pra quem não conhece, o “trufado” dessa receita vêm do molho pronto que podemos encontrar lá no site, que é a Salsa Tartufada, diretamente da Itália. Trata-se de uma mistura de cogumelos, azeite extra virgem,  trufas, especiarias, pasta de anchova. É incrível!

Para a receita, utilizamos o Arroz Negro Orgânico da Paraíba, cozido em água e sal e escorrido ainda al dente. Na frigideira, coloque uma boa porção de manteiga e uma colher da Salsa Tartufada e salteie o arroz. Acerte o sal e pronto.

Para os camarões, temperei-os antes com limão, azeite, sal e pimenta do reino moídos na hora e numa frigideira bem quente, grelhei 1 minuto de cada lado. Agora cuidado na hora de flambar para não queimar os bigodes. Retire a frigideira do fogo, acrescente uma dose de aguardente e acenda. Volte para o fogo e espere o álcool evaporar. Já no prato, finalizei com o Azeite Grego Terra Creta, que possui um aroma inigualável e tons apimentados leves.

2 – Cuscuz marroquinho à moda do português com filé assado na mostarda agridoce

DSC_7676 copy

Cuscuz marroquino foi uma grata descoberta. São grãos de sêmola, extremamente ricos em vitaminas e baixo teor glicêmico, sendo uma ótima alternativa ao arroz, além de ser de preparo muito fácil, pois só é preciso hidratá-lo por 1 minuto em água fervente. Nessa receita, para realçar o sabor, utilizei caldo de legumes.

À moda do português? Claro, porquê não? Tomates em cubinhos sem sementes, cebola roxa, azeitonas pretas fatiadas sem caroço e para incrementar a textura, torrei algumas Castanhas Portuguesas (marrons) e piquei grosseiramente na mistura. Temperei com sal, pimenta e um mix de ervas, além de uma boa porção do azeite.

Já o filé foi temperado e selado na frigideira antes de ir ao forno. É importante selá-lo bem. Com o forno já pré-aquecido, unte os filés com uma generosa camada da Mostarda Alemã Estilo Bavarian, que é bem agridoce. Nesse ponto acerte o sal da carne se necessário, para balancear o adocicado da mostarda. Devo dizer que o resultado é uma carne com sabor fascinante.

3 – Pana cotta com geléia de maracujá e canela

DSC_7685 copy

Pra quem vai se declarar esse é o momento. Fala pra ela(e) que você passou horas na cozinha pra fazer um jantarzinho romântico e quando ela(e) achar que tava tudo lindo, que você é pra casar, apresenta essa belezoca aqui. Coisa mais simples. Mas fala o nome completo que é pra impressionar, ok?

O creme da Pana Cotta é moleza. 300 ml de creme de leite fresco, 300 ml de leite integral, 1 colher de chá de essência de baunilha, 125g de açúcar e gelatinha sem sabor. Se você for utilizar creme de leite comum, sugiro 400ml e apenas 200ml de leite comum.

Numa panela em fogo baixo, misture o creme de leite, o leite e o açúcar sem deixar ferver e enquanto isso, dissolva mais ou menos umas 7g da gelatina em pó sem sabor, (que dá um pouco mais da metade do saquinho pequeno) em duas colheres de água em temperatura ambiente. Acrescente a gelatinha na mistura e depois a baunilha.

Geralmente essa sobremesa é servida desenformada, mas eu preferi fazer de um jeito diferente, no copinho. Coloquei uma camada da Geléia de Maracujá com canela no fundo e o creme por cima. 12h de geladeira depois, eis essa maravilha. Eu recomendo colocar um pouco da polpa por cima, pois o azedinho fez toda a diferença.

Anotou tudo? Então se liga aí que é hora da revisão:

DSC_7660 copy

DSC_7671 copyDSC_7675 copyDSC_7693 copy

Faltou a trilha né? Essa aqui não tem como errar:

Coração vermelho

cronica-patrociada

Nhoque de abóbora com camarões e um blog de cara nova

Era uma vez um cozinheiro de final de semana que montou um blog e viu seu sonho crescer.

Bem vindos ao novo Crônicas de Fogão. Os poucos metros quadrados da minha cozinha, não se comparam ao tamanho da paixão pela culinária, ainda amadora.

Semana passada, durante minhas leituras em blogs e sites de gastronomina, li sobe um nhoque de abóbora com camarões e fiquei fascinado em repetir o feito. Pensei em como mudar um pouco e tentar inová-la e troquei o molho sugerido por um pesto de hortelã que eu também estava doido para experimentar. Pois bem. Compras feitas e mão na massa.

O primeiro passo foi assar a abóbora até ficar bem molinha.

DSC_9073

Abóbora no forno, parti para o pesto, pois queria deixá-lo descansando um tempo antes de usar para aguçar mais os sabores.

DSC_9078

 

Utilizei castanha do pará dessa vez…

DSC_9080

Então relembrando: hortelã, alho, castanha e muito azeite (preferi não colocar parmesão pra deixar um pouco mais suave no sabor).

Temperei os camarões com sal, pimenta do reino, limão e azeite e reservei para grelhá-los por último.

DSC_9082

Seguindo a receita que havia encontrado, amassei bem a abóbora e fui acrescentando a farinha de trigo aos poucos até chegar no ponto de enrolar. Fiz os rolinhos e já com a água fervendo comecei a cozinhar.

Depois de tudo já cozido, dei uma salteada na manteiga e já fora do fogo, acrescentei o pesto (não gosto dele quente). Ficou lindo Alegre

DSC_9099

Pra acompanhar, nada melhor do que uma boa Leffe Blond e uma boa música!

DSC_9092

 

Camarão que dorme…

Cuidado. Esse post pode gerar fome (ou alergia).

Camarão é amor. Assim como minha companheira de cozinha dessa e de muitas outras receitas que ainda contarei por aqui. Posso dizer que essa receita veio 100% da feira, com ingredientes muito frescos e custo muito baixo.

O dia começou com um café da manhã típico de feira: um belo pastelão frito e caldo de cana, seguido por uma papa de milho com canela. Demais!

Nesse dia, fui certo do que eu queria. Visitei todas as bancas de camarão, pechinchando e fazendo questão de achar os maiores possíveis. Logo depois fui atrás das pimentas, legumes e demais temperos. O almoço era especial e a companhia mais ainda.

IMG_20120811_104800

As fotos não estão lá das melhores, mas nesse caso, vale a intenção.

IMG_20120811_105431

Eis que entre uma cerveja e outra em pleno sábado quente, mandei os dito cujos pra frigideira, depois de um tempo limpando e temperando-os apenas com sal, azeite e limão.

IMG_20120811_131424

Enquanto essa tortura era executada, alguns pedaços de brócolis estavam cozinhando no vapor da panela que cozinhava as batatas para um belo purê. Para o acompanhamento dos camarões, talvez um purê de abóbora ou ainda um purê de mandioca ficassem melhor, mas aquele era o dia da batata!

Camarões devidamente grelhados, fiz um molhinho antes de começar o processo e deixei descansando, esperando esse momento. Piquei manjericão fresco, coentro, umas pimentas dedo-de-moça sem as sementes, bastante azeite e uma pitada de sal e agora foi tudo isso por cima dos camarões.

Abre outra cerveja, beija a namorada e mãos à obra:

IMG_20121117_153806

Trilha mais que significativa.