Matando a saudade com um Risoto de abóbora, sálvia e amêndoas

Oi gente 🙂 Também estava com saudades!

Deixa eu começar contando de uma das partes que eu amo antes da receita, que é a da compra dos ingredientes.

Meu plano era fazer um risoto de abóbora e um filé mignon e para isso, fui às compras. Havia algumas alterações que queria fazer nessa receita, desde a outra vez que havia feito e precisava muito encontrar sálvia, que é raro por aqui.

Então vamos ao pré-fogão, para 6 pessoas:

– 3 xícaras de arroz arbóreo;

– 1 pedaço de abóbora de mais ou menos 1/2 quilo;

– 2 cenouras médias (opcional);

– 6 à 8 folhas de sálvia fresca;

– 15 à 20 amêndoas picadas grosseiramente;

– 1 xícara de vinho branco seco;

– 2 litros de caldo de legumes;

– Parmesão ralado;

– Manteiga;

– Cebola, alho, sal, azeite e pimenta do reino à gosto.

Ufa!

Então vamos à parte mais importante da história:

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Azeite já na panela e cebolas dourando, acrescentei o alho amassado (cerca de 3 dentes grandes) e deixei dourar mais um pouco. Acrescentei a cenoura picada em cubinhos e deixei refogar um pouco e logo depois a abóbora cortada no mesmo tamanho e deixei um tempinho antes de entrar com o arroz. O ideal seria cozinhá-las um pouco antes, mas nesse dia eu tinha pressa e muita, mas muita fome!

Acrescentei o arroz e deixei fritar mais um pouco e logo depois o vinho, mexendo até evaporar. Feito isso, fui acrescentando o caldo aos poucos (recomendo o caldo feito em casa, mas na falta pode usar o artificial). Quando tudo estiver no seu devido ponto, acrescente a sálvia picadinha, o parmesão e logo depois a manteiga, desligue o fogo e sirva imediatamente!

Para acompanhar, fiz um filé grelhado, mas a pressa dispensou o molho… tsc.

Façam, pois fica uma delícia!

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A semana é santa e o fogão é sagrado.

Morar no Espírito Santo, principalmente na Grande Vitória, é conviver em meio à moquecas, panelas de barro e tortas capixabas. Posso dizer que gosto muito da culinária local e por diversas vezes troquei um bom bife pelo peixe nosso cada dia. Porém, muita gente não é chegada nessas delícias ou volta e meia aparece um com alergia à mariscos (tenho muita pena dessas almas).

Coincidentemente, há um tempo atrás enquanto fazia uma dieta pra controlar uma pequena gastrite, acabei fazendo esse prato, que é simples demais e pra mim na época era uma nova forma de comer legumes, porque devo confessar que não aguentava mais cenoura, brócolis e peito de frango. Eis que surge esse arroz com tilápia grelhada e pesto de coentro, abobrinha refogada com limão e pimenta e purê de cenoura com manjericão fresco. Coisa linda!

Sem título

Juro pra vocês que esse foi totalmente no improviso, principalmente o purê de cenoura, que eu não fazia a mínima idéia de como fazer e nunca tinha ouvido falar. No melhor estilo Vó Tereza, fui no instinto sem receita e deu tudo certo! Sigam-me os bons…

Para o purê de cenoura, conzinhei em água e um pouquinho de sal a cenoura em pedaços pequenos e deixei ficarem bem macios pra facilitar. Coloquei os pedaços no liquidificador (pra facilitar, coloquei um pouquinho da água do cozimento na hora de bater) e na panela fritei alho bem amassado com manteiga e azeite e juntei a cenoura e manjericão picadinho. Pra ficar cremoso, usei um pouco de creme de leite.

Já a abobrinha, é bem mais simples. Ralada no lado mais grosso do ralador, mandei pra panela quente já com azeite, e fui temperando ali mesmo, com sal, pimenta do reino, umas gotinhas de malagueta e um pouco de suco de limão.

O pesto é um do molhos mais versáteis que já fiz e serve pra carnes, massas e várias outras coisas. Nesse caso, como queria incrementar o peixe grelhado, e sendo um capixaba que adora coentro, fiz um com mais ou menos 70% de coentro e 30% de manjericão, além do azeite, uns pedacinhos de alho, castanha do pará bem picadinha e parmesão ralado. Juntei tudo isso no socador de alho e fiz ali na mão mesmo, bem rústico.

Ando pensando pra onde vai essa paixão pelo fogão vai caminhar…

E aquela trilha capixaba pra harmonizar: