Risoto funghi com filé alto e redução de malbec

Essa é uma daquelas receitas clássicas de qualquer restaurante que ofereça risotos no menu e sempre pensei em fazê-la em casa. Confesso que é mais simples que imaginei e o sabor é surpreendente. Encontrei um funghi seco no supermercado em um dia de compras para outra receita e guardei para usá-los nesse prato.

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O primeiro passo é hidratar os cogumelos, o que pode ser feito com água quente, caldo de legumes ou até o próprio vinho. Nesse caso, usei o caldo de legumes que utilizaria logo depois no risoto. Deixe lá por 20 minutos, retire os cogumelos e incorpore esse líquido novamente ao caldo para realçar ainda mais os sabores.

Na panela: azeite, manteiga e cebola. Assim que a cebola ficar transparente, junte o arroz e deixe fritar um pouco antes de acrescentar o vinho. Geralmente usa-se vinho branco, mas nesse dia resolvi usar um Malbec, pois queria um risoto mais escuro e harmonizado com um filé que ainda estava por vir.

Assim que o vinho evaporar, acrescente os cogumelos e comece a acrescentar o caldo, lembrando de mantê-lo sempre aquecido. Quando o arroz estiver al dente, coloque uma colher de manteiga e parmesão ralado na hora. Verifique o sal e acerte se preciso.

Esse risoto pede um bom filé alto e no ponto certo, bem rosado por dentro ou no meu caso, vermelho sangue… rs.

Um dos meus maiores desafios quando comecei a pilotar o fogão foi fazer várias coisas ao mesmo tempo. Risoto e o filé nesse caso, que são duas coisas que demandam atenção contínua. Porém é importante que os dois fiquem prontos quase juntos. Vamos lá.

Temperei o filé com sal defumado moído na hora e pimenta do reino e levei para grelhar. Por se tratar de um corte alto, precisei finalizá-lo uns minutos no forno, para chegar ao ponto correto. Na mesma frigideira, coloquei uma boa quantidade de vinho, ramos de sálvia e um pouco de mel e deixei reduzir pela metade.

Só montar esse prato lindo e comer Alegre

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Muito amor e receitas para impressionar no dia dos namorados

O amor está no ar!

Tempo de corações, ursinhos de pelúcia gigantes, presentes e jantares românticos. Espera aí…jantares românticos? Fez reserva naquele restaurante chiquetoso? Não!? Então larga mão dessa preguiça vai. Vem comigo nessa declaração de amor culinária que vai impressionar qualquer coração apaixonado e agarrar seu amor pelo estômago.

Acende aquelas velas que você guardou do apagão no passado, abre um vinho bacana que vou te dar umas dicas infalíveis!

Como um bom apaixonado, com os quatro pneus arriados, nada melhor do que unir isso meu amor pela cozinha nessa data. Para isso você vai precisar de bons ingredientes. Bons não, eu diria perfeitos. Em parceria com o empório Rua do Alecrim, o Crônicas de Fogão preparou pra vocês duas opções de prato sensacionais e uma sobremesa simples, deliciosa e extremamente perfumada.

Pra quem não conhece, Rua do Alecrim é um empório gourmet com venda on line e entrega para todo o país. Fica localizado em São Paulo, na Vila Mariana (R. França Pinto, 246, Casa 05 – 11 5087 8920) e possui nas suas prateleiras, o melhor da gastronomia, com produtos artesanais de diversas regiões do Brasil e do mundo, valorizando a cultura de cada lugar.

Para essa data especial, preparamos juntos um cardápio que mistura a regionalidade brasileira com toques de sofisticação internacional. Olha isso:

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Lá no site deles, você vai encontrar os principais ítens que utilizamos para esse menu. Foram eles:

Além desses produtos, eles prepararam vários kits para essa data especial e vocês podem conferir clicando aqui.

Agora, no que transformamos isso, vocês verão a seguir, sem mais mistério:

1 – Arroz negro na manteiga trufada com camarões flambados na cachaça

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Parace complicado mas é o mais simples de todos. Pra quem não conhece, o “trufado” dessa receita vêm do molho pronto que podemos encontrar lá no site, que é a Salsa Tartufada, diretamente da Itália. Trata-se de uma mistura de cogumelos, azeite extra virgem,  trufas, especiarias, pasta de anchova. É incrível!

Para a receita, utilizamos o Arroz Negro Orgânico da Paraíba, cozido em água e sal e escorrido ainda al dente. Na frigideira, coloque uma boa porção de manteiga e uma colher da Salsa Tartufada e salteie o arroz. Acerte o sal e pronto.

Para os camarões, temperei-os antes com limão, azeite, sal e pimenta do reino moídos na hora e numa frigideira bem quente, grelhei 1 minuto de cada lado. Agora cuidado na hora de flambar para não queimar os bigodes. Retire a frigideira do fogo, acrescente uma dose de aguardente e acenda. Volte para o fogo e espere o álcool evaporar. Já no prato, finalizei com o Azeite Grego Terra Creta, que possui um aroma inigualável e tons apimentados leves.

2 – Cuscuz marroquinho à moda do português com filé assado na mostarda agridoce

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Cuscuz marroquino foi uma grata descoberta. São grãos de sêmola, extremamente ricos em vitaminas e baixo teor glicêmico, sendo uma ótima alternativa ao arroz, além de ser de preparo muito fácil, pois só é preciso hidratá-lo por 1 minuto em água fervente. Nessa receita, para realçar o sabor, utilizei caldo de legumes.

À moda do português? Claro, porquê não? Tomates em cubinhos sem sementes, cebola roxa, azeitonas pretas fatiadas sem caroço e para incrementar a textura, torrei algumas Castanhas Portuguesas (marrons) e piquei grosseiramente na mistura. Temperei com sal, pimenta e um mix de ervas, além de uma boa porção do azeite.

Já o filé foi temperado e selado na frigideira antes de ir ao forno. É importante selá-lo bem. Com o forno já pré-aquecido, unte os filés com uma generosa camada da Mostarda Alemã Estilo Bavarian, que é bem agridoce. Nesse ponto acerte o sal da carne se necessário, para balancear o adocicado da mostarda. Devo dizer que o resultado é uma carne com sabor fascinante.

3 – Pana cotta com geléia de maracujá e canela

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Pra quem vai se declarar esse é o momento. Fala pra ela(e) que você passou horas na cozinha pra fazer um jantarzinho romântico e quando ela(e) achar que tava tudo lindo, que você é pra casar, apresenta essa belezoca aqui. Coisa mais simples. Mas fala o nome completo que é pra impressionar, ok?

O creme da Pana Cotta é moleza. 300 ml de creme de leite fresco, 300 ml de leite integral, 1 colher de chá de essência de baunilha, 125g de açúcar e gelatinha sem sabor. Se você for utilizar creme de leite comum, sugiro 400ml e apenas 200ml de leite comum.

Numa panela em fogo baixo, misture o creme de leite, o leite e o açúcar sem deixar ferver e enquanto isso, dissolva mais ou menos umas 7g da gelatina em pó sem sabor, (que dá um pouco mais da metade do saquinho pequeno) em duas colheres de água em temperatura ambiente. Acrescente a gelatinha na mistura e depois a baunilha.

Geralmente essa sobremesa é servida desenformada, mas eu preferi fazer de um jeito diferente, no copinho. Coloquei uma camada da Geléia de Maracujá com canela no fundo e o creme por cima. 12h de geladeira depois, eis essa maravilha. Eu recomendo colocar um pouco da polpa por cima, pois o azedinho fez toda a diferença.

Anotou tudo? Então se liga aí que é hora da revisão:

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Faltou a trilha né? Essa aqui não tem como errar:

Coração vermelho

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Social kitchen

Como convencer seus amigos a lavar a louça na sua casa? Cozinhe pra eles!

Após morar um tempo fora da casa da minha mãe, confirmei o que eu temia: odeio lavar louça. E pra piorar, sou um cozinheiro amador que suja todos os utensílios e panelas possíveis na hora de colocar a mão na massa. Ao longo dessa experiência de liberdade doméstica, desenvolvi várias técnicas de como fazer um jantar completo utilizando apenas uma panela, um prato, um talher e um copo (as vezes… rs).

Porque morando sozinho, como me disse um sábio amigo, coma sempre que puder, a hora que puder, pois uma hora vai te dar fome as 2h da madrugada, quando seu celular estiver sem bateria, sua internet estiver fora do ar e na sua geladeira só vai ter água e um refrigerante sem gás. True history. Mas me orgulho em contar pra vocês, que durante esse tempo, não fiz nenhum miojo, nem mesmo coloquei o dito cujo no carrinho do supermercado.

Mas voltando ao início dessa conversa, descobri que um dos prazeres da cozinha, é a parte social, com amigos em volta dando pitacos, perguntando “pode mexer isso aqui? ta queimando!” ou “vai demorar?”.

A receita que vou escrever aqui é provavelmente a mais simples e mais saborosa que já fiz. Um bocado de comida boa, umas boas geladas pra lubrificar a conversa e só. Tudo bem que as vezes nós apelamos pra uns belos pedaços de carne, mas já tivemos nossos momentos de Doritos.

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Me desculpem os vegetarianos, mas…

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PS: a trilha sonora é sempre indispensável!

Anthony Kieds & John Frusciante – Under the Bridge