Cappelletti na manteiga de ervas e um feriado caseiro

Feriado em casa é sinônimo de que? Cozinha!

Então vai abrir todos os armários e a geladeira, junta tudo que dá pra combinar e manda pra panela.

Nesse feriado do dia do trabalho, o que imperou no meu fogão foi a Itália. Apresento à vocês o meu Cappelletti na manteiga de ervas e creme de leite.

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Relembrando o molho que fiz nessa receita aqui, pensei em somá-lo com uma outra coisa que estava querendo fazer, que era a manteiga de ervas.

Para o almoço improvisado, eu só tinha alecrim e manjericão frescos, então piquei tudo junto e com a manteiga molhinha em temperatura ambiente, misturei as ervas e mandei para a geladeira e só fui usar depois de umas 4 horas. O legal é fazer vários tipos, congelar e usar quando necessário.

Coincidentemente, minha mãe havia trazido para um cappelletti de Santa Teresa e ele foi a massa da vez. Depois de cozidos al dente, escorri a água e guardei uma xícara da água do cozimento.

Na frigideira: azeite e alho batido para não aparecer os pedaços. Quando já estava dourando, acrescentei a manteiga de ervas e deixei apurar um minutinho em fogo baixo para não queimar. Logo após, acrescentei a massa, duas colheres de creme de leite e um pouco da água do cozimento.

O perfume que ficou pela casa foi irresistível e mesmo sem uma câmera melhor para registrar esse momento, devo dizer que o sabor e o aroma desse prato compensaram tudo.

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Há quem diga que só a manteiga de ervas desse conta. Assim mesmo, só ela. E não duvido, tanto que voltarei a usá-la mais vezes Smiley piscando.

Um show para não perder nunca mais:

Tomates marinados e tudo mais

Como já puderam perceber, sou um carnínovo praticante. Porém, devo admitir sem medo, que sou um vegetariano simpatizante. Sempre que posso, almoço em um restaurante natural que fica próximo ao trabalho, ali atrás da Rua Sete, no Centrão. Sem sentir falta de um belo pedaço de carne, você pode encontrar uma boa variedade de saladas e vegetais, além de outras delícias, que acredito eu, para compensar a falta de proteína animal, são bem criativas e com um tempero bem na medida.

E falando em comida vegetariana, vou contar a história de uma salada das boas, que apesar de ter usado umas lascas de peito de frango quando fiz, ele pode ser eliminado sem perder nada nessa salada super gostosa.

Na noite anterior, lendo alguns blogs de culinária, me deparei com uma receita de tomates marinados e acabei fazendo pra poder usá-los no almoço do dia seguinte.

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Deixei os tomates cortados em 4, imersos em azeite, com umas gotas de shoyu, uns dentes de alho e as ervas que eu tinha a mão: alecrim, louro e manjericão. No outro dia, os sabores e o perfume dessa mistura estavam incomparáveis.

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Feito isso, tratei de preparar umas folhas: alface roxa, alface americana e rúcula. Juntei mais algumas folinhas de manjericão, hortelã fresca, pedaços do tomate marinado e percebi que precisava de algo crocante pra melhorar a textura. Não tinha croutons mas descobri um aipim dos mais macios, que minha mãe já havia cozinhado em água e sal. Fiz umas lascas bem finas, fritei em óleo bem quente (é muito rápido, cuidado pra não queimar) e adicionei à salada, junto com umas tirinhas de pimenta dedo de moça que havia achado na geladeira.

Reguei com o azeite que havia marinado o tomate e se me lembro bem, nem precisei de sal (para o meu gosto).

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Não sei se perceberam, mas esse blog (tenho uma estranheza em chamar assim), não é sobre comidas ou receitas. É sim sobre pessoas, histórias de beira do fogão, mesa, sofá, rua…

Maior que minha paixão pelo fogão, é minha fascinação pelas pessoas.

‘Cause I’m a better man
Moving on to better things’

A semana é santa e o fogão é sagrado.

Morar no Espírito Santo, principalmente na Grande Vitória, é conviver em meio à moquecas, panelas de barro e tortas capixabas. Posso dizer que gosto muito da culinária local e por diversas vezes troquei um bom bife pelo peixe nosso cada dia. Porém, muita gente não é chegada nessas delícias ou volta e meia aparece um com alergia à mariscos (tenho muita pena dessas almas).

Coincidentemente, há um tempo atrás enquanto fazia uma dieta pra controlar uma pequena gastrite, acabei fazendo esse prato, que é simples demais e pra mim na época era uma nova forma de comer legumes, porque devo confessar que não aguentava mais cenoura, brócolis e peito de frango. Eis que surge esse arroz com tilápia grelhada e pesto de coentro, abobrinha refogada com limão e pimenta e purê de cenoura com manjericão fresco. Coisa linda!

Sem título

Juro pra vocês que esse foi totalmente no improviso, principalmente o purê de cenoura, que eu não fazia a mínima idéia de como fazer e nunca tinha ouvido falar. No melhor estilo Vó Tereza, fui no instinto sem receita e deu tudo certo! Sigam-me os bons…

Para o purê de cenoura, conzinhei em água e um pouquinho de sal a cenoura em pedaços pequenos e deixei ficarem bem macios pra facilitar. Coloquei os pedaços no liquidificador (pra facilitar, coloquei um pouquinho da água do cozimento na hora de bater) e na panela fritei alho bem amassado com manteiga e azeite e juntei a cenoura e manjericão picadinho. Pra ficar cremoso, usei um pouco de creme de leite.

Já a abobrinha, é bem mais simples. Ralada no lado mais grosso do ralador, mandei pra panela quente já com azeite, e fui temperando ali mesmo, com sal, pimenta do reino, umas gotinhas de malagueta e um pouco de suco de limão.

O pesto é um do molhos mais versáteis que já fiz e serve pra carnes, massas e várias outras coisas. Nesse caso, como queria incrementar o peixe grelhado, e sendo um capixaba que adora coentro, fiz um com mais ou menos 70% de coentro e 30% de manjericão, além do azeite, uns pedacinhos de alho, castanha do pará bem picadinha e parmesão ralado. Juntei tudo isso no socador de alho e fiz ali na mão mesmo, bem rústico.

Ando pensando pra onde vai essa paixão pelo fogão vai caminhar…

E aquela trilha capixaba pra harmonizar:

Pra que prato principal?

É importante contar pra vocês de onde surgiu a idéia do blog. Não foi do coração e sim do estômago.
Como um bom cozinheiro que ainda pretendo ser, sou primeiramente bom de garfo. Adoro comer, ler sobre comida e ver fotos então nem se fala.

Porém sempre que imaginava falar sobre isso, tinha certeza que não falaria sobre medidas, técnicas ou rendimentos em porções. Falaria sobre sentimento e inspiração.
Essa é minha técnica, o que me dá vontade de tirar mil coisas da geladeira e passar horas ali cortando e preparando tudo até a montagem do prato, pra matar de fome
os amigos e principalmente minha namorada.

Meu fogão vive basicamente quatro tipos de aventuras: aquela de cozinhar para os amigos, com petiscos e bebidas antes do prato esperado, a enorme responsa de
cozinhar pra família, sob supervisão curiosa da minha mãe (minha outra professora de culinária), com mais frequência pra namorada (que também merece um post só
dela) e aquela onde eu posso errar, queimar, ensaiar e comer sem etiqueta, que é quando cozinho só pra mim.

Nessa última, só eu e o bendito fogão, constumam sair as receitas novas, que ainda precisam de um cobaia. Mas mais do que isso, são um momento de relaxamento total,
um hobby e uma paixão. E por isso mesmo, as vezes basta uma boa entrada e uma boa cerveja gelada e uma varanda pra aproveitar essa belezura.

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Nessa em especial, fiz umas bruschettas, que diga-se de passagem fazem sucesso com a sogra. Bjo pra sogra 😉

– Pão (preferencialmente algum que tenha um miolo mais rígido, tipo pão italiano)
– Tomate italiano sem sementes e cortado em cubinhos
– Queijo (já usei muçarela e parmesão – relaxa que fica ótimo, afinal é QUEIJO)
– Alho, majericão, sal e azeite

Fatias de pão devidamente cortadas, recomendo passar um dente de alho sobre elas ou um cremezinho de alho com manteiga, azeite e ervas que também fica sensacional. Já fiz assando os tomates junto com o pão ou colocando eles sobre o pão depois, bem como o queijo.

Mas então, relaxa que vai dar tudo certo, porque jamais nessa vida, combinar tomate, queijo e manjericão pode dar errado.

Trilha da vez: http://grooveshark.com/s/I+Could+Die+For+You/2VAUon?src=5