Café com especiarias e ovos mexidos especiais

A refeição mais importante do dia merece tanto carinho e dedicação quanto um almoço de domingo. Por falar em domingo, esse café da manhã é o meu preferido para manhãs dominicais, acordando a hora que quiser, sem despertador ou preocupações.

Vou contar pra vocês sobre a transformação. Como transformar isso:

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Nisso:

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Pois assim como na natureza, aqui na minha cozinha, tudo se transforma e quase nada se perde. Alegre

Como havia falado, esses ovos mexidos com pão tostadinho e café são minha refeição matinal favorita e por isso mesmo decidi me dedicar à melhorá-la. Para isso, nada melhor que ingredientes bons e umas pequenas mudanças.

Primeiro passo: torradas para o forno!

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Um pouco de manteiga e bastante parmesão ralado em cima desse pão desse pão integral e deixe no forno até ficar crocante e o queijo tostadinho.

Segundo passo: o café!

Sem mistério nessa parte. Usei as medidas de sempre – no meu caso, bem forte e pouco açúcar – e acrescentei ao pó de café, já no filtro, uma colher de café de canela e uma pitada de nóz moscada. Se você tiver, pode colocar um pouco de cúrcuma ou curry, mas bem pouquinho. Garanto que o sabor e o aroma vão te surpreender.

Terceiro passso: os ovos!

Eu usei ovos vermelhos caipiras, pois a coloração da gema e o sabor são muito mais intensos. E aqui nesse ponto mudei um pouco também e me surpreendi com o resultado.

Na frigideira com uma colher de manteiga em fogo baixo, quebrei os dois ovos e temperei com pimenta do reino moída na hora (branca e preta) e sal defumado moído na hora também. Eu estava louco para usar meus temperos novos!

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Quando os ovos começaram a fritar, acrescentei vários pedacinhos de requeijão (daquele de cortar) e continuei mexendo de leve (para não fazer pedaços muito pequenos), até o ponto que queria (não muito bem passados). O requeijão vai derretendo aos poucos e deixa os ovos com uma textura muito leve e cremosa.

Então, eis o resultado:

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Não esqueça do café!

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E nada melhor para acordar num final de semana do que essa trilha:

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Matando a saudade com um Risoto de abóbora, sálvia e amêndoas

Oi gente 🙂 Também estava com saudades!

Deixa eu começar contando de uma das partes que eu amo antes da receita, que é a da compra dos ingredientes.

Meu plano era fazer um risoto de abóbora e um filé mignon e para isso, fui às compras. Havia algumas alterações que queria fazer nessa receita, desde a outra vez que havia feito e precisava muito encontrar sálvia, que é raro por aqui.

Então vamos ao pré-fogão, para 6 pessoas:

– 3 xícaras de arroz arbóreo;

– 1 pedaço de abóbora de mais ou menos 1/2 quilo;

– 2 cenouras médias (opcional);

– 6 à 8 folhas de sálvia fresca;

– 15 à 20 amêndoas picadas grosseiramente;

– 1 xícara de vinho branco seco;

– 2 litros de caldo de legumes;

– Parmesão ralado;

– Manteiga;

– Cebola, alho, sal, azeite e pimenta do reino à gosto.

Ufa!

Então vamos à parte mais importante da história:

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Azeite já na panela e cebolas dourando, acrescentei o alho amassado (cerca de 3 dentes grandes) e deixei dourar mais um pouco. Acrescentei a cenoura picada em cubinhos e deixei refogar um pouco e logo depois a abóbora cortada no mesmo tamanho e deixei um tempinho antes de entrar com o arroz. O ideal seria cozinhá-las um pouco antes, mas nesse dia eu tinha pressa e muita, mas muita fome!

Acrescentei o arroz e deixei fritar mais um pouco e logo depois o vinho, mexendo até evaporar. Feito isso, fui acrescentando o caldo aos poucos (recomendo o caldo feito em casa, mas na falta pode usar o artificial). Quando tudo estiver no seu devido ponto, acrescente a sálvia picadinha, o parmesão e logo depois a manteiga, desligue o fogo e sirva imediatamente!

Para acompanhar, fiz um filé grelhado, mas a pressa dispensou o molho… tsc.

Façam, pois fica uma delícia!

Tomate pra que te quero!

Em tempos onde o tomate tá mais caro que filé, essa receita tá valendo ouro!

Antes da super alta do nosso querido tomate, fiz essa receita onde mais uma vez a entrada virou prato principal. E em homenagem à chegada da sexta-feira pré-feriado, nada melhor que uma cerveja das boas e uma receita prática. pois até mesmo quem ama cozinhar, merece um descanso.

Primeiro passo: abra a cerveja.

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Colorado Indica – India Pale Ale

Agora a parte rica: os tomates!

Nesse dia usei um recheio de 3 queijos, no melhor estilo “pega o que tem na geladeira” e ficou ótimo. Após cortar a tampinha do tomate e retirar o miolo, temperei o interior com sal e pimenta do reino e coloquei creamcheese, muçarela e gorgonzola, intercalando cada um deles com folhinhas de manjericão, alecrim e uns pedacinhos de peito de peru defumado.

A cereja do bolo, pra finalizar:

Manda pro forno pra gratinar e pronto! Só comer Alegre

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Trilha de hoje que descobri e perdi no Lollapalooza:

Yes, nós temos bananas!

Depois de entradas, pratos principais e cervejas, acho que assim como eu, você vai sentir vontade de comer aquele docinho, ou meia caixa de bombons quem sabe (haha). Até já havia sido intimado por alguns amigos para que postasse aqui umas receitas de sobremesa. Seu pedido deu eco, meu amigo. Anota aí duas receitas. Rá!

Como grande parte das coisas que faço no fogão, esse doce aqui é uma soma do que eu aprendi com vovó e minha mãe mais um punhado de improviso. Essa é uma daquelas que cresci comendo, pois Vovó Tereza nunca deixou faltar doce de banana.

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Porém, devo confessar que fugi bastante da original da Vó e coloquei além de canela, raspas de limão siciliano, que pro meu gosto, sempre dão um sabor muito bom. Então excepcionalmente, vamos às medidas:

  • 4 bananas bem maduras (eu usei prata, mas pode ser nanica)
  • 4 colheres de sopa de açúcar (ou 2 de adoçante culinário)
  • 1 canela em pau
  • Raspas de 1 limão siciliano
  • 1 pitada de sal
  • Um pouquinho de água

Tudo pra panela e mexendo sempre. A água você deve ir colocando aos poucos, evitando que o doce grude na panela. Eu prefiro esse doce mais “cru”, com a banana ainda em pedaços (ele fica num tom marrom claro) que inclusive acho mais adequado pra aproveitar na segunda receita: a panqueca de banana!

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Nunca tinha feito panqueca sozinho, pois vovó sempre me encarregava de fritá-las e ela cuidava da massa. Além disso, as banana pancakes eram pra promessa pra namorada. Então fomos os dois pra cozinha. A receita é fácil. Só lembrar que é tudo 1:

  • 1 ovo
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 copo de leite
  • 1 colher de sopa de óleo
  • 1 pitada de sal

Tudo no liquidificador e manda pra frigideira. É nessa hora que o filho chora e a mãe não vê. Anota aí: as primeiras vão dar errado, com certeza. Mas aí você pega o jeito de espalhar a massa direitinho na frigideira antiaderente e a hora certa de virar e vai ficar tudo bem. Enrola as danadinhas com o recheio de doce de banana, bola de sorvete do lado e seja feliz.

Trilha da vez, mais que indicada:

Tomates marinados e tudo mais

Como já puderam perceber, sou um carnínovo praticante. Porém, devo admitir sem medo, que sou um vegetariano simpatizante. Sempre que posso, almoço em um restaurante natural que fica próximo ao trabalho, ali atrás da Rua Sete, no Centrão. Sem sentir falta de um belo pedaço de carne, você pode encontrar uma boa variedade de saladas e vegetais, além de outras delícias, que acredito eu, para compensar a falta de proteína animal, são bem criativas e com um tempero bem na medida.

E falando em comida vegetariana, vou contar a história de uma salada das boas, que apesar de ter usado umas lascas de peito de frango quando fiz, ele pode ser eliminado sem perder nada nessa salada super gostosa.

Na noite anterior, lendo alguns blogs de culinária, me deparei com uma receita de tomates marinados e acabei fazendo pra poder usá-los no almoço do dia seguinte.

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Deixei os tomates cortados em 4, imersos em azeite, com umas gotas de shoyu, uns dentes de alho e as ervas que eu tinha a mão: alecrim, louro e manjericão. No outro dia, os sabores e o perfume dessa mistura estavam incomparáveis.

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Feito isso, tratei de preparar umas folhas: alface roxa, alface americana e rúcula. Juntei mais algumas folinhas de manjericão, hortelã fresca, pedaços do tomate marinado e percebi que precisava de algo crocante pra melhorar a textura. Não tinha croutons mas descobri um aipim dos mais macios, que minha mãe já havia cozinhado em água e sal. Fiz umas lascas bem finas, fritei em óleo bem quente (é muito rápido, cuidado pra não queimar) e adicionei à salada, junto com umas tirinhas de pimenta dedo de moça que havia achado na geladeira.

Reguei com o azeite que havia marinado o tomate e se me lembro bem, nem precisei de sal (para o meu gosto).

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Não sei se perceberam, mas esse blog (tenho uma estranheza em chamar assim), não é sobre comidas ou receitas. É sim sobre pessoas, histórias de beira do fogão, mesa, sofá, rua…

Maior que minha paixão pelo fogão, é minha fascinação pelas pessoas.

‘Cause I’m a better man
Moving on to better things’

Big Fish e outras sobras

Sempre que assisto Big Fish, inevitavelmente penso muito no meu pai, por razões óbvias pra quem viu o filme e principalmente pra quem conhece meu pai. Posso dizer que é um dos poucos homens que conheço que pode falar com conhecimento de sobre quase tudo.

Hoje enquanto almoçávamos, ele me contava sobre a época em que trabalhou embarcado, e além de outras funções, era responsável pela cozinha do barco rebocador. Alimentar 6 marmanjos, com muito pão, batata, improvisação e criatividade, em meio a madrugadas e tempestades. São inúmeras histórias de navios húngaros, filipinos, japoneses e vez ou outra um italiano mais amistoso.

Nosso almoço foi um bacalhau assado com batatas, cebola, alho, azeitonas pretas e muito, mas muito azeite. Maravilhoso, como eu esperava e como ele já havia anunciado, afirmando que a receita merecia ir para o blog. Como de costume, trouxe uma marmitinha pra casa, garantindo a sobrevivência noturna.

Assim como meu pai na cozinha do barco, fiquei olhando para o bacalhau e mais alguns outros ingredientes que encontrei na dispensa, pensando em como poderia somar tudo aquilo e criar algo ainda melhor. Eis que surge essa receita, bem a tempo de aproveitar aquele bacalhau que sobrou da semana santa:

Risto de bacalhau, açafrão e limão siciliano.

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Como o bacalhau já estava pronto, bastou me concentrar nos outros ingredientes. Juntei o açafrão ao caldo de legumes já fervendo e reservei. Em outra panela, aqueci o azeite, um pouquinho de cebola (usei pouca, pois o bacalhau já tinha bastante) e logo depois o arroz arbóreo. Acrescentei o vinho branco e quando o arroz já havia absorvido bem o vinho, adicionei o tal bacalhau, com tudo que ele trazia junto e logo depois fui adicionando o caldo aos poucos e mexendo sempre.

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Pouco antes do arroz chegar ao ponto, coloquei as raspas de um limão siciliano grande e metade do suco. Quando o arroz chegou ao ponto de ‘al dente’, entrou a manteiga, que faz toda diferença, tanto no sabor, quanto na consistência do risoto.

Assim como o mérito da receita é do meu pai e seu bacalhau, ele também carrega uma parte da culpa pela minha paixão pela cozinha.

Obrigado por sempre me ensinar, meu velho!

Social kitchen

Como convencer seus amigos a lavar a louça na sua casa? Cozinhe pra eles!

Após morar um tempo fora da casa da minha mãe, confirmei o que eu temia: odeio lavar louça. E pra piorar, sou um cozinheiro amador que suja todos os utensílios e panelas possíveis na hora de colocar a mão na massa. Ao longo dessa experiência de liberdade doméstica, desenvolvi várias técnicas de como fazer um jantar completo utilizando apenas uma panela, um prato, um talher e um copo (as vezes… rs).

Porque morando sozinho, como me disse um sábio amigo, coma sempre que puder, a hora que puder, pois uma hora vai te dar fome as 2h da madrugada, quando seu celular estiver sem bateria, sua internet estiver fora do ar e na sua geladeira só vai ter água e um refrigerante sem gás. True history. Mas me orgulho em contar pra vocês, que durante esse tempo, não fiz nenhum miojo, nem mesmo coloquei o dito cujo no carrinho do supermercado.

Mas voltando ao início dessa conversa, descobri que um dos prazeres da cozinha, é a parte social, com amigos em volta dando pitacos, perguntando “pode mexer isso aqui? ta queimando!” ou “vai demorar?”.

A receita que vou escrever aqui é provavelmente a mais simples e mais saborosa que já fiz. Um bocado de comida boa, umas boas geladas pra lubrificar a conversa e só. Tudo bem que as vezes nós apelamos pra uns belos pedaços de carne, mas já tivemos nossos momentos de Doritos.

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Me desculpem os vegetarianos, mas…

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PS: a trilha sonora é sempre indispensável!

Anthony Kieds & John Frusciante – Under the Bridge

Camarão que dorme…

Cuidado. Esse post pode gerar fome (ou alergia).

Camarão é amor. Assim como minha companheira de cozinha dessa e de muitas outras receitas que ainda contarei por aqui. Posso dizer que essa receita veio 100% da feira, com ingredientes muito frescos e custo muito baixo.

O dia começou com um café da manhã típico de feira: um belo pastelão frito e caldo de cana, seguido por uma papa de milho com canela. Demais!

Nesse dia, fui certo do que eu queria. Visitei todas as bancas de camarão, pechinchando e fazendo questão de achar os maiores possíveis. Logo depois fui atrás das pimentas, legumes e demais temperos. O almoço era especial e a companhia mais ainda.

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As fotos não estão lá das melhores, mas nesse caso, vale a intenção.

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Eis que entre uma cerveja e outra em pleno sábado quente, mandei os dito cujos pra frigideira, depois de um tempo limpando e temperando-os apenas com sal, azeite e limão.

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Enquanto essa tortura era executada, alguns pedaços de brócolis estavam cozinhando no vapor da panela que cozinhava as batatas para um belo purê. Para o acompanhamento dos camarões, talvez um purê de abóbora ou ainda um purê de mandioca ficassem melhor, mas aquele era o dia da batata!

Camarões devidamente grelhados, fiz um molhinho antes de começar o processo e deixei descansando, esperando esse momento. Piquei manjericão fresco, coentro, umas pimentas dedo-de-moça sem as sementes, bastante azeite e uma pitada de sal e agora foi tudo isso por cima dos camarões.

Abre outra cerveja, beija a namorada e mãos à obra:

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Trilha mais que significativa.

Pra que prato principal?

É importante contar pra vocês de onde surgiu a idéia do blog. Não foi do coração e sim do estômago.
Como um bom cozinheiro que ainda pretendo ser, sou primeiramente bom de garfo. Adoro comer, ler sobre comida e ver fotos então nem se fala.

Porém sempre que imaginava falar sobre isso, tinha certeza que não falaria sobre medidas, técnicas ou rendimentos em porções. Falaria sobre sentimento e inspiração.
Essa é minha técnica, o que me dá vontade de tirar mil coisas da geladeira e passar horas ali cortando e preparando tudo até a montagem do prato, pra matar de fome
os amigos e principalmente minha namorada.

Meu fogão vive basicamente quatro tipos de aventuras: aquela de cozinhar para os amigos, com petiscos e bebidas antes do prato esperado, a enorme responsa de
cozinhar pra família, sob supervisão curiosa da minha mãe (minha outra professora de culinária), com mais frequência pra namorada (que também merece um post só
dela) e aquela onde eu posso errar, queimar, ensaiar e comer sem etiqueta, que é quando cozinho só pra mim.

Nessa última, só eu e o bendito fogão, constumam sair as receitas novas, que ainda precisam de um cobaia. Mas mais do que isso, são um momento de relaxamento total,
um hobby e uma paixão. E por isso mesmo, as vezes basta uma boa entrada e uma boa cerveja gelada e uma varanda pra aproveitar essa belezura.

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Nessa em especial, fiz umas bruschettas, que diga-se de passagem fazem sucesso com a sogra. Bjo pra sogra 😉

– Pão (preferencialmente algum que tenha um miolo mais rígido, tipo pão italiano)
– Tomate italiano sem sementes e cortado em cubinhos
– Queijo (já usei muçarela e parmesão – relaxa que fica ótimo, afinal é QUEIJO)
– Alho, majericão, sal e azeite

Fatias de pão devidamente cortadas, recomendo passar um dente de alho sobre elas ou um cremezinho de alho com manteiga, azeite e ervas que também fica sensacional. Já fiz assando os tomates junto com o pão ou colocando eles sobre o pão depois, bem como o queijo.

Mas então, relaxa que vai dar tudo certo, porque jamais nessa vida, combinar tomate, queijo e manjericão pode dar errado.

Trilha da vez: http://grooveshark.com/s/I+Could+Die+For+You/2VAUon?src=5

Primeira impressão

Acredito muito em primeiras impressões e nada mais justo que começar esse projeto com uma receita que pra mim é inesquecível: Capelete ao ragu de linguiça.

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Fiz esse prato pro almoço de um sábado sozinho em casa e com a inspiração nas alturas. Mas é importante dizer que esse tipo de prato acompanhou todo minha infância, menos decorado e com muitos outros nomes e versões possíveis. Família com descendência e Vó criada na roça é assim.

Então em meio há uma cerveja e um DVD do Pinky Floyd tocando alto, juntei vários ingredientes, sem receita prévia e sem pesquisa (como geralmente faço antes de pilotar o fogão) e fiquei olhando pra eles pensando em como ia juntá-los. Eu tinha exatamente:

– Linguiça de pernil da roça (recém comprada na feira);

– Tomates pelados;

– Capelete caseiro com recheio de frango (também da feira);

– Pimenta calabresa;

– Cebolas e alhos;

Pois bem. Como mandam os ensinamentos da Vó Tereza (depois falo mais sobre ela), receita boa é feita no olho e eu realmente não lembro as quantidades que usei (rsrs).

Tirei a pele da linguiça e triturei, deixando pedaços bem pequenos, ficando mais fácil pra fritar e com aquele fundo bem rico ali na panela, mandei as cebolas e alhos picados e logo mais os tomates pelados, pimenta calabresa, acerto no sal. Fogo baixo, outra cerveja bem gelada no copo e paciência, mexendo de vez em quando.

Com o capelete cozido ‘al dente’ e regado com um pouco de azeite, molho por cima, decora, tira foto e felicidade!

E pra compartilhar com vocês todo o clima, pega uma cerva gelada e clica no link abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=jBv5MDhLwj4