Matando a saudade com um Risoto de abóbora, sálvia e amêndoas

Oi gente 🙂 Também estava com saudades!

Deixa eu começar contando de uma das partes que eu amo antes da receita, que é a da compra dos ingredientes.

Meu plano era fazer um risoto de abóbora e um filé mignon e para isso, fui às compras. Havia algumas alterações que queria fazer nessa receita, desde a outra vez que havia feito e precisava muito encontrar sálvia, que é raro por aqui.

Então vamos ao pré-fogão, para 6 pessoas:

– 3 xícaras de arroz arbóreo;

– 1 pedaço de abóbora de mais ou menos 1/2 quilo;

– 2 cenouras médias (opcional);

– 6 à 8 folhas de sálvia fresca;

– 15 à 20 amêndoas picadas grosseiramente;

– 1 xícara de vinho branco seco;

– 2 litros de caldo de legumes;

– Parmesão ralado;

– Manteiga;

– Cebola, alho, sal, azeite e pimenta do reino à gosto.

Ufa!

Então vamos à parte mais importante da história:

IMG-20130508-WA0008

Azeite já na panela e cebolas dourando, acrescentei o alho amassado (cerca de 3 dentes grandes) e deixei dourar mais um pouco. Acrescentei a cenoura picada em cubinhos e deixei refogar um pouco e logo depois a abóbora cortada no mesmo tamanho e deixei um tempinho antes de entrar com o arroz. O ideal seria cozinhá-las um pouco antes, mas nesse dia eu tinha pressa e muita, mas muita fome!

Acrescentei o arroz e deixei fritar mais um pouco e logo depois o vinho, mexendo até evaporar. Feito isso, fui acrescentando o caldo aos poucos (recomendo o caldo feito em casa, mas na falta pode usar o artificial). Quando tudo estiver no seu devido ponto, acrescente a sálvia picadinha, o parmesão e logo depois a manteiga, desligue o fogo e sirva imediatamente!

Para acompanhar, fiz um filé grelhado, mas a pressa dispensou o molho… tsc.

Façam, pois fica uma delícia!

Tomates marinados e tudo mais

Como já puderam perceber, sou um carnínovo praticante. Porém, devo admitir sem medo, que sou um vegetariano simpatizante. Sempre que posso, almoço em um restaurante natural que fica próximo ao trabalho, ali atrás da Rua Sete, no Centrão. Sem sentir falta de um belo pedaço de carne, você pode encontrar uma boa variedade de saladas e vegetais, além de outras delícias, que acredito eu, para compensar a falta de proteína animal, são bem criativas e com um tempero bem na medida.

E falando em comida vegetariana, vou contar a história de uma salada das boas, que apesar de ter usado umas lascas de peito de frango quando fiz, ele pode ser eliminado sem perder nada nessa salada super gostosa.

Na noite anterior, lendo alguns blogs de culinária, me deparei com uma receita de tomates marinados e acabei fazendo pra poder usá-los no almoço do dia seguinte.

DSC_4935

Deixei os tomates cortados em 4, imersos em azeite, com umas gotas de shoyu, uns dentes de alho e as ervas que eu tinha a mão: alecrim, louro e manjericão. No outro dia, os sabores e o perfume dessa mistura estavam incomparáveis.

s3Rn3lVL4EJmzf13EL-8CgNgnk02sPTT8ehq3ryfusM

Feito isso, tratei de preparar umas folhas: alface roxa, alface americana e rúcula. Juntei mais algumas folinhas de manjericão, hortelã fresca, pedaços do tomate marinado e percebi que precisava de algo crocante pra melhorar a textura. Não tinha croutons mas descobri um aipim dos mais macios, que minha mãe já havia cozinhado em água e sal. Fiz umas lascas bem finas, fritei em óleo bem quente (é muito rápido, cuidado pra não queimar) e adicionei à salada, junto com umas tirinhas de pimenta dedo de moça que havia achado na geladeira.

Reguei com o azeite que havia marinado o tomate e se me lembro bem, nem precisei de sal (para o meu gosto).

rbe3JgSJmnww3-JkgmZtyDjZzFVq-Mmd6ZaOzcYh8-Y

Não sei se perceberam, mas esse blog (tenho uma estranheza em chamar assim), não é sobre comidas ou receitas. É sim sobre pessoas, histórias de beira do fogão, mesa, sofá, rua…

Maior que minha paixão pelo fogão, é minha fascinação pelas pessoas.

‘Cause I’m a better man
Moving on to better things’

Prólogo culinário

Como uma boa refeição completa, essa em especial, precisava de uma entrada ou um bom tira-gosto da casa da Vó. E esse post é pra contar como essa paixão pelo fogão foi alimentada e ganhou uma barriguinha honesta.

Desde pequeno vejo minha avó paterna fazer pratos deliciosos e desde sempre ela me chamava na responsa pra aprender tudo. Macarrão caseiro, pão e milhares de outras “gordices”. Uma das comidas que eu viciei (sim, viciei), causando aversão a qualquer cardiologista, foi essa:

Imagem

Sim, o torresmo mole da vovó. Isso além de todas as calorias, deve conter uns 4 ou 5 pecados mortais.

Pois bem. A figura da vovó pra mim, sempre foi de uma mulher muito batalhadora, que mesmo depois de aposentada, continua trabalhando no mesmo lugar e se recusa a pagar alguém pra lhe ajudar nas tarefas de casa.

Com o passar dos anos, além de comer (e muito) suas guloseimas, passei a me interessar mais  pela parte culinária, prestando mais atenção quando ela me chamava pra ensinar uma receita, que dificilmente vinha com medidas em colheres, xícaras ou porções, mas com muita experiência.

E assim, a cada domingo, minha aula de culinária master me espera e vou me identificando cada vez mais pela forma sentimental como ela trata o frango antes de ir pra panela ou o tempero colhido na horta, mas principalmente como ela cozinha para os outros, colocando muito carinho em cada prato.

Melhor coisa do mundo é receber uma ligação dela à cada vez que faz uma costelinha de porco, polenta e aquele vinagrete com pimenta.

Imagem

A minha relação com a polenta, essa maravilha advinda do milho, merece um post só pra ela. Mas por agora a trilha que mais me identifica essa combinação:

https://www.youtube.com/watch?v=h3NS6CDoWno