Páprica e crônica, picantes por favor! #ingredientedasemana

Oi famintos!

Em mais uma promessa de volta, tenho muitas novidades para vocês.

Agora toda semana, teremos um ingrediente digamos “incomum” no dia a dia, colocado junto do que geralmente temos na geladeira, no armário, esquecido na fruteira ou logo ali no mercado.

Assim como essa receita de hoje, a vida anda quente, cheia de novas perspectivas, como a minha sede por novos sabores, receitas e histórias. À cada dia, a inspiração toma novos rumos, assim como os projetos, incluindo o crônicas. Em breve, muitas, mas muitas novidades ainda virão por aqui.

Mas falando de coisa boa, deixa eu falar da páprica picante, o #ingredientedasemana.

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Esse condimento, inofensivo a primeira vista, e com cara de colorau, é originado à partir do pimentão doce, muito comum na América Latina e Central, principalmente no México. Ela é levemente picante, mas precisa ser usada cautela, ao contrário do que eu fiz! rá!

A receita que eu fiz pode ser parecer bonitinha assim na foto, mas é super comum e fácil de fazer. Mãos à obra.

Marinei dois bifes de lombo de porco com osso, o famoso carré, na seguinte mistura:

  • suco de duas laranjas;
  • três colheres de sopa de molho de soja;
  • uma pitada de canela;
  • um colher de café beeeeeem rasinha de páprica picante;
  • uma colher de sopa de mel;

Deixei marinando por umas 2h. Sempre digo que para a marinada não existem ingredientes padrão. Porém acho importante ter a presença sempre de algo cítrico, apimentado, doce, salgado e que possa envolver toda o corte de carne que você deseja utilizar.

Enquanto isso, peguei várias castanhas, nozes e amêndoas que tinha no armário. Sem quantidade de cada uma ou qualquer regra. Triturei no pilão mesmo, para ser meu acompanhamento. Fritei algumas (muitas) lâminas de alho na manteiga e juntei as castanhas, deixando quase ao ponto de torrar e depois juntei cebolinha congelada! Isso mesmo. A cebolinha congelada soltou água e hidratou a minha “farofa”, deixando uns grumos bem saborosos.

Bifes devidamente marinados, fogo neles. Cuidado para não os deixar mal passados. Reserve.

Cortei uma maça em meias luas, retirando as sementes e a casca e joguei na mesma panela onde fritei o suíno, junto com um pau de canela e um pouquinho de manteiga (mãe, liga para o cardiologista). Deixe dourar em fogo baixo, e quando estavão macias, acrescentei mais uma colher de mel e o quanto de páprica o paladar aguentava. Doce engano.

Junta tudo no prato para parecer restaurante bonitinho e ficou assim:

Ah, lembra daquele caldinho da marinada? Joguei na panela onde fritei os bifes e a maçã e deixei reduzir até virar um molho delicioso!

Para combinar com esse prato, arrisquei uma Biritis, cerveja tipo Viena Lager, bem refrescante e com um leve amargor na medida. Aprovada!

 

A trilha do dia é uma voz incrível:

 

Risoto funghi com filé alto e redução de malbec

Essa é uma daquelas receitas clássicas de qualquer restaurante que ofereça risotos no menu e sempre pensei em fazê-la em casa. Confesso que é mais simples que imaginei e o sabor é surpreendente. Encontrei um funghi seco no supermercado em um dia de compras para outra receita e guardei para usá-los nesse prato.

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O primeiro passo é hidratar os cogumelos, o que pode ser feito com água quente, caldo de legumes ou até o próprio vinho. Nesse caso, usei o caldo de legumes que utilizaria logo depois no risoto. Deixe lá por 20 minutos, retire os cogumelos e incorpore esse líquido novamente ao caldo para realçar ainda mais os sabores.

Na panela: azeite, manteiga e cebola. Assim que a cebola ficar transparente, junte o arroz e deixe fritar um pouco antes de acrescentar o vinho. Geralmente usa-se vinho branco, mas nesse dia resolvi usar um Malbec, pois queria um risoto mais escuro e harmonizado com um filé que ainda estava por vir.

Assim que o vinho evaporar, acrescente os cogumelos e comece a acrescentar o caldo, lembrando de mantê-lo sempre aquecido. Quando o arroz estiver al dente, coloque uma colher de manteiga e parmesão ralado na hora. Verifique o sal e acerte se preciso.

Esse risoto pede um bom filé alto e no ponto certo, bem rosado por dentro ou no meu caso, vermelho sangue… rs.

Um dos meus maiores desafios quando comecei a pilotar o fogão foi fazer várias coisas ao mesmo tempo. Risoto e o filé nesse caso, que são duas coisas que demandam atenção contínua. Porém é importante que os dois fiquem prontos quase juntos. Vamos lá.

Temperei o filé com sal defumado moído na hora e pimenta do reino e levei para grelhar. Por se tratar de um corte alto, precisei finalizá-lo uns minutos no forno, para chegar ao ponto correto. Na mesma frigideira, coloquei uma boa quantidade de vinho, ramos de sálvia e um pouco de mel e deixei reduzir pela metade.

Só montar esse prato lindo e comer Alegre

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Salmão, salada e agradecimentos

Desde o início do ‘Crônicas’, sempre deixei claro que esse projeto não é um espaço para receitas apenas, e que apesar de em alguns casos eu ser mais didático e explicar o passo a passo e medidas de um prato, eu tô aqui pra compartilhar com vocês a minha relação com o fogão, a cozinha e a mistura de ingredientes e pessoas que essa paixão me proporciona.

As influências, experiências, inspirações e também os estudos, nos levam pra onde o coração aponta e nesse momento as idéias brotam aos milhares e as coisas fluem mais naturalmente do que sempre imaginara.

O post de hoje é homenagem a todo mundo que vem apoiando o projeto, com críticas, elogios, compartilhamentos, pedidos de receitas e de almoços. Obrigado à todos!

Então vamos ao que interessa, porque o que gostamos mesmo é de comer, certo? Pois bem. O prato de hoje é bem completo, com direito a aproveitamento das sobras de uma forma super saudável.

Salmão grelhado com redução de shoyu e mel, acompanhado por uma salada de alface roxa, agrião, tomate (rico), champignon, manga, crouton integral e ricota. Quer mais saudável e saboroso do que isso?

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Detalhe importante: faltou a foto da redução né cozinheiro/fotógrafo? Faltou. Mas é simples. Anota aí: 1 xícara de molho shoyu e duas colheres de mel. Mistura bem para dissolver o mel e depois leva para o fogo baixo até reduzir à metade mais ou menos. Pronto.

A própria descrição desse prato é sua receita, pois é tudo muito simples. O salmão foi temperado minutos antes com sal, pimenta do reino e limão e depois grelhado com pouquíssimo azeite numa frigideira antiaderente, lembrando de colocar a parte da pele primeiro. E a salada é só lavar tudo muito bem, cortar e montar. Agora come!

Sobrou? Então me segue.

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Eis que na geladeira tinha um recém comprado Rap10 integral (pode usar pão árabe, pizza de frigideira, ou algo semelhante) e a combinação da salada, com o salmão semi triturado deram um belo lanche da tarde.

É isso. Em breve teremos mais novidades e melhorias no blog.

Trilha para essa receita: